"A crescente campanha de terror da Rússia contra os navios mercantes civis no mar Negro representa um grave risco para a segurança alimentar global", escreveu Sybiha numa mensagem publicada nas redes sociais.
O chefe da diplomacia ucraniana argumentou que "a Rússia está a fazer com o mar Negro e a segurança alimentar o que o Irão fez com o estreito de Ormuz e a segurança energética", traçando um paralelo entre os dois conflitos em curso.
Desde 28 de fevereiro, quando foi lançada uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, o estreito de Ormuz tem sido o palco central de disputas geopolíticas entre Teerão e Washington, com a República Islâmica a impor sucessivos bloqueios a esta rota estratégica para a circulação do petróleo e gás mundial.
Segundo Andrii Sybiha, a continuação dos ataques russos poderá provocar um aumento dos preços dos alimentos, com impacto sobretudo nas populações mais vulneráveis.
"Se a Rússia não parar, o consequente aumento dos preços dos alimentos afetará os mais vulneráveis, especialmente em África, na Ásia, no Médio Oriente e na América Latina", avisou o chefe da diplomacia ucraniana.
O ministro apelou aos países dessas regiões para que pressionem o Presidente russo, Vladimir Putin, a pôr termo aos ataques contra a navegação comercial no mar Negro.
"Precisamos de solidariedade internacional e que os países destas regiões levantem a voz para se dirigirem a Putin e exigirem o fim imediato dos ataques contra a liberdade de navegação no mar Negro", afirmou Sybiha, apelando à comunidade internacional para atuar "a fim de travar o terror russo, a manipulação do abastecimento alimentar e a utilização da fome como arma de guerra".
Na quarta-feira, o Governo ucraniano suspendeu as atividades em todos os seus portos devido à campanha de bombardeamentos da Rússia contra as infraestruturas portuárias e navios.
Esta nova campanha de ataques russos contra portos ucranianos no mar Negro começou depois de as forças ucranianas terem iniciado ataques diários com drones contra petroleiros e navios de carga que viajavam de e para portos russos ou portos na Ucrânia ocupada.
A Ucrânia solicitou, com caráter de emergência, uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o assunto, que está agendada para a próxima segunda-feira.
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