"O general Joseph Aoun recebeu um relatório do chefe da delegação negocial, o antigo embaixador Simon Karam, sobre as reuniões realizadas na semana passada em Roma entre as delegações libanesa, norte-americana e israelita, e transmitiu-lhe orientações para a próxima fase", indicou a presidência num breve comunicado.
Isto acontece depois de Telavive e Beirute terem protagonizado na semana passada na capital italiana a sétima ronda de conversações, patrocinada pelos Estados Unidos, para pôr fim às hostilidades em solo libanês.
Um acordo-quadro, assinado no final de junho entre representantes libaneses e israelitas após a entrada em vigor de um cessar-fogo, prevê o destacamento do exército do Líbano em "zonas-piloto" no sul do país, ocupando o lugar das tropas israelitas, sob condição do desarmamento das milícias do grupo xiita Hezbollah, que se opõe ao diálogo direto entre Beirute e Telavive.
Na quinta-feira, no seguimento das conversações em Roma, uma fonte da presidência libanesa avançou que Israel se tinha recusado a identificar novas áreas de retirada do sul do Líbano até que seja verificado o controlo real do exército de Beirute nas "zonas-piloto" já existentes.
O destacamento do exército em duas "zonas-piloto" foi o primeiro teste do entendimento que visa proibir qualquer presença militar de grupos não governamentais no sul do Líbano e garantir a retirada efetiva das tropas de Israel das áreas sob ocupação.
No entanto, paralelamente às discussões, o exército israelita continuou a realizar ataques no sul do Líbano, afirmando ter como alvo infraestruturas do Hezbollah.
O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado do movimento xiita libanês.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do Líbano desde o conflito anterior, provocando mais de 4.300 mortes e deixando acima de um milhão de deslocados, segundo as autoridades de Beirute.
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