Entre efeitos de fumaça, ela entoou as primeiras notas de “Kyoto” e mostrou que, a partir dali, gêneros comuns ao evento, como o pop, o rap e o rock, dariam lugar a sonoridades diversas, como a MPB, o jazz e o blues – ora separados, ora tudo misturado.
Em cima do palco Aquarela, a artista fez um show cuja grande aposta foi o potencial da sua própria voz e da sua banda, a qual chamou de “a melhor do Brasil”. Inclusive, durante todo o show, Luedji dividiu o espaço para que os músicos e os backing vocals brilhassem tanto quanto ela.
Luedji Luna se apresenta no João Rock 2026, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Igor do Vale/g1
Para atiçar o público, logo nos primeiros minutos, questionou: “Será que eu tenho fãs em Ribeirão Preto?”
A resposta veio na forma de um coro acompanhando as músicas “Rota” e “Dentro ali”, com a qual homenageou os 10 anos do seu primeiro álbum “Um Corpo no Mundo”.
Luedji Luna leva repertório com influências de MPB, jazz, R&B e ritmos afro-diaspóricos ao João Rock 2026, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Igor do Vale/g1
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Na sequência, o sucesso “Pavão” também fez um aceno ao começo da carreira, enquanto com “Gamboa” Luedji convidou os fãs para uma visita à Bahia, sua terra natal, e para se entregar ao ritmo da música – um dos muitos em que ela mesma se entregou.
MPB, jazz e blues continuam se misturando em “Salty” e “Karma” e embalando o público majoritariamente jovem. Tanto que todos sabiam a quem a cantora se referia ao anunciar que cantaria “Harem”, gravada com “uma grande artista brasileira”.
De novo, a dança voltou ao centro do palco nos minutos seguintes, mas dessa vez no formato do samba rock de “Iôiô”, ritmo que a artista confessou ter aprendido em São Paulo e, depois com “Farol da Barra”, na qual novamente convidou o público a dançar com ela, só que dessa vez no palco.
“Mas tem que dançar direito, não pode pisar no pé!”, brincou. O tempo limitado do show no festival, contudo, não permitiu que os fãs realmente se juntassem a ela.
Perto do fim da apresentação, Luedji lembrou da conterrânea Ivete Sangalo falando em “macetar” o apocalipse, antes da canção com o mesmo nome, que fez parte do disco “Antes que a Terra Acabe”, lançado em 2025. O ano, por sua vez, foi marcado pela vitória na categoria “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro Portuguesa Brasileira", com o álbum "Um Mar Pra Cada Um".
Mas o fim do show aconteceu mesmo depois de “Banho de folhas”, uma das músicas mais emblemáticas de sua carreira, e parte da turnê “UMPCU, AQATA” (“Um Mar para Cada Um”/“Antes que a Terra Acabe”) com a qual rodou o país.
Luedji Luna se apresenta no João Rock 2026, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Igor do Vale/g1