Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Gabriel Alves, força da técnica na Rádio Observador. Estivemos a acompanhar a final da Supertaça, vitória do Futebol Clube do Porto por uma bola a zero frente a um Torriense que nos chegou aqui com o início desta emissão com a palavra utopia e que, apesar de não ter ganho, entregou de alguma forma, porque praticou um futebol positivo. Começou dona e senhora do jogo, a equipa do Torriense. Nos primeiros 10 minutos assustou este Futebol Clube do Porto que depois, sucessivamente, foi ganhando a rede ao jogo.
E só ganhou por 1 a 0. Um a zero chega para conquistar uma Supertaça, para conquistar uma final, para vencer uma final, mas não foi fácil para o Futebol Clube do Porto. Portanto, foi um Torriense capaz, um Torriense de atitude, um Torriense de intensidade e um Torriense que preparou muito bem este jogo com vista àquilo que pretendia. Não conseguiu marcar, perdeu, mas lutou por aquilo que era o seu ideal. E o ideal foi muito bem dito pelo seu treinador Luís Tralhão, quando disse que a preparação foi entrar no jogo para ganhar. Este foi o indicativo principal que o Torriense deu, que não foi ali para se defender, foi ali para jogar uma final. Uma final ganha-se ou perde-se e foi com essa mentalidade que foi. Não ganhou, ganhou o Futebol Clube do Porto e ganhou bem, mas dificultou a ação do seu adversário. Mas mais do que isso, para início de época proporcionou aquilo que nós podemos dizer uma bela partida de futebol. É essa, de facto, para quem se diverte e entretém com o jogo, foi um jogo de resultado incerto até o final e muito bem. Farioli, na sua conferência de imprensa, focou que a equipa do Futebol Clube do Porto teve que sofrer ainda na segunda parte. Podemos dizer que foi um bom desenho pela equipa de Torres, em que intensidade, velocidade na circulação de bola, um jogo bem ordenado, bem capacitado, com Diogo Costa a ser fundamental no Dragão, a ser o guarda-redes necessário numa equipa. Farioli também falava disso, com Diogo Costa em ação, naquela fase inicial, aí está a necessidade de um guarda-redes à altura dos momentos. Momentos onde o guarda-redes é fundamental. Diogo Costa, uma vez mais, a dar nota da sua qualidade, a dizer presente e a mostrar que é o guarda-redes que a equipa do Futebol Clube do Porto precisa e é o guarda-redes que a seleção nacional precisa.
Precisou e até usou, diria.
Exatamente, a verdade é esta e é um grande guarda-redes português, na sequência de outros grandes que naturalmente temos tido ao longo de décadas e de gerações. Frahoul pegou naquilo que é o jogo do Futebol Clube do Porto. Eu fiz nota disso, porque se percebeu. Marcou o ritmo, foi o motor. Aliás, aquilo que ele já na época transata havia mostrado e tinha mostrado. Portanto, ele pegou, esticou, marcou o ritmo, marcou a profundidade. A transição da equipa foi marcada por aquilo que é a força de Frahoul. E com a cereja em cima do bolo, porque acaba por fazer um belo gol de cabeça, porque cabeceadores não há muitos no Futebol Clube do Porto e Farioli já na temporada anterior tinha dado nota dessa situação, com os seus gols de cabeça, sobrepondo-se a outros futebolistas. Um gol na primeira parte, numa baliza onde o guarda-redes do Torriense só tinha feito uma defesa. Esta é que é a verdade, as coisas são assim no futebol. Podemos dizer que na segunda parte houve muita luta pelo resultado. Diogo Costa esteve aos 11 defesas, foi exatamente o contrário. E Adrial, com uma bela defesa com fotografia, acabou por ser também aquele que nos segundos 45 minutos tirou a possibilidade de se mostrar na condição do lugar específico, que é o lugar de guarda-redes. Torriense, forte na atitude, tem bons jogadores, mas há algum desequilíbrio nesta equipa.
Que é qual? Mais precisamente. É no meio-campo, é na forma como a equipa transiciona?
Não. Muito bem dada aqui pelo nosso convidado esta noite, ex-capitão do Torriense.
David Rosa.
O David Rosa, que é a diferenciação que há entre a asa esquerda e a asa direita da equipa. Ora, isso desequilibra a equipa completamente, porque aquelas rotações que poderiam ser feitas, aquilo que se chama no futebol a basculação, acaba por não sair. Portanto, é tudo à asa esquerda, atrinchera-se toda a asa na esquerda e obviamente que a equipa que defende naturalmente bloqueia. Tenta bloquear, por muito bons que sejam os futebolistas que estão. É preciso ter uma asa direita. Eu não estou a dizer que a asa direita tenha que ser tão boa ou melhor que a esquerda, mas tem que ser suficientemente boa para que possa fazer com que o jogo também circule.
Uma ala muito bem dinamizada por Ravi Vasquez, foi um dos homens do jogo, ganhou o prêmio de revelação e também Luís Quintero, que apesar de não ter estado em grande plano, teve alguns apontamentos interessantes.
Sim, teve alguns, mas eu acho que o haitiano foi, para mim, o jogador importante que é o Danny Jin, que ligou e articulou muito bem com o Ravi Varela, porque é um jogador também diferente. Ravi Varela é mais fino, mas o Danny Jin é um jogador pujante, possante, leva com ele tudo atrás. Eu diria tocida, mas tocida sabendo o que está a fazer, com bola bem controlada, muito bem direcionada. Portanto, é um fator que me parece que a equipa do Torriense denotou que se tivesse mais ala direita, mais dificuldades teria causado ao seu adversário desta noite no campeonato final. Também mostrou com isso incapacidade de arremate, porque as bolas também não chegaram lá suficientemente para que aparecessem jogadores para poder fazer aquilo que é atirar à baliza. Futebol Clube do Porto É aquele bloco que nós já tivemos a oportunidade de ver.
Um bloco intransponível. Tem ali qualquer coisa, às vezes é do italiano, mas tem qualquer coisa soviética.
Sim, é um bloco muito físico. Physicalidade. É uma equipa altamente tática e assenta acima de tudo naquilo que é a técnica da força. Mas referindo aqui algumas coisas. Primeiro, Diogo Costa é um jogador fundamental. Tem dois centrais fortíssimos, que são importantíssimos naquilo que é não só a capacidade defensiva, na organização defensiva, mas também na primeira fase da organização. E depois tem o Frolo, que também já aqui focámos, que é o motor de tudo aquilo que é a equipa. Todos os movimentos que a equipa precisa fazer a meio-campo, as transições, os ritmos que marca. Depois eu queria dar aqui uma nota boa ao André Silva, nesse seu regresso a Portugal.
Apesar de não ter registado nem assistência, nem golo, foi muito interventivo, muito mexido, a correr muito, a jogar muito pela equipa também.
Mas desculpa, o ponta de lança não tem sempre que marcar golos e fazer assistências. O ponta de lança tem que ter atitude na área, tem que ter atividade na área, capaz de abrir espaços, de criar situações em que os seus companheiros possam fazer multiplicações de jogo.
Levar consigo adversários, fazer uma grande trabalho.
O golo do Frolo está lá. É ele que faz o arrasto. O ponta de lança tem uma abrangência muito maior.
E um jogo sem bola importante também.
A verdade é esta: quando marcas golos, juntas tudo. É o útil, o agradável. O ponta de lança, e isto o André Silva é um jogador de quem se vai tirar certamente grande partido dessa sua ação, que é um jogador extremamente inteligente, de uma grande cultura tática, de uma forte mobilidade e naturalmente também goleador, que não o deixará de vir a ser. Falta a este Foco Porto é algo, é perfume. Falta fantasia.
Mas Pinho Guedes que o ano passado foi tendo essa capacidade para trazer alguma diferença.
Sim, mas naquilo que é profundidade, aquilo que é a velocidade, naquilo que é a intensidade. Aquilo que as pipocas, os adeptos gostam. Portanto, ele traz essas pipocas, mas taticamente o Foco Porto precisa de alguém que crie ali situações diferenciadas da chamada força da técnica. Portanto, o imprevisto, a intempestividade, a imaginação, aquilo que sai de um momento para outro. Foco Porto tem um coletivo, tem a técnica da força toda, mas falta aí. Falta-lhe perfume.
Gabriel Alves está feito a análise. Só para dar as notas. Força.
Eu quero dar a técnica da força ao Frolo, que é o homem do jogo, e muito bem. Eu dou-lhe também a força da tática.
A força da técnica.
Sim.
Porque é um jogador que ganha uma e outra, dá a volta completa.
É um miúdo cheio de saber de futebol e quero dar a força da técnica ao Ravi Marques. Excelente. Gostei muito daquele livre que ele marcou logo no início. Aquele livre muito bem apontado. É um jogador de facto de muita qualidade. Queria dar também uma nota de força da comunicação.
Ao Luís Tralhão.
Exatamente. Porque é falar assim que se está bem, não é criar estatutos por isto e por aquilo. Não, é estar na realidade. Aliás, o treinador do Foco Porto também é pragmático e objetivo.
Estilo inconfundível de Gabriel Alves em mais uma análise na força da técnica. Vitória do Foco do Porto ao Torreense por uma bola a zero. Jogo a valer a Supertaça de abertura da época 2026/2027, uma época onde certamente contaremos também com Gabriel Alves. Gabriel, um grande abraço.
Um grande abraço para todos e para todos os observadores.