Mais de 200 mil casas foram afetadas pelo mau tempo no início do ano

Paulo Fernandes, coordenador da Estrutura de Missão para a Recuperação da Região Centro, ressaltou que o número é baseado na quantidade de pessoas que ativaram as apólices de seguro após as fortes chuvas que atingiram o país

Mais de 200 mil casas foram diretamente afetadas pelo mau tempo que no início do ano atingiu o país, disse esta terça-feira o coordenador da Estrutura de Missão para a Recuperação da Região Centro, Paulo Fernandes.

“São mais de 200 mil pessoas, se quisermos de outra maneira, são mais de 200 mil casas que foram diretamente afetadas pela tempestade”, afirmou, numa conferência de imprensa, em Leiria, Paulo Fernandes, no dia em que passam seis meses da depressão Kristin.

O coordenador salientou que não se trata de uma perceção ou de uma estimativa.

“Estou a dizer que, neste momento, em concreto, são mais de 200 mil processos que entraram entre os seguros, ou seja, pessoas, habitantes deste nosso território afetado, que ativaram a apólice de seguro, mais somado àquilo que foi a própria linha de apoio até 10 mil euros que o próprio Estado referenciou”, explicou.

Numa apresentação distribuída à imprensa lê-se que no âmbito da recuperação de habitação própria e permanente foram registados 35.908 processos aos apoios disponibilizados pelo Governo e 179.046 processos nos seguros.

Das 35.908 candidaturas submetidas ao apoio público, 19.477 estão aprovadas, havendo uma taxa de indeferimento de 32%.

O montante pago é de 83,5 milhões de euros em habitações localizadas em 171 municípios, sendo o custo final estimado entre os 105 e os 110 milhões de euros. O valor médio de apoio é de 4.284 euros.

Segundo o Governo, os apoios financeiros para reparar os estragos em habitações causados pela depressão Kristin eram atribuídos no prazo máximo de três dias úteis nas despesas até cinco mil euros (com fotografias), que dispensam vistoria, e em até 15 dias úteis nos restantes, até 10 mil euros.

Já os processos submetidos aos seguros são 179.046, estando 145 mil com processo encerrado. Já foram pagos 537,2 milhões de euros, para uma estimativa de 661,5 milhões de euros de custo total. O valor médio de indemnização é de 3.695 euros.