Médio Oriente: Confrontos entre tropas iemenitas e rebeldes Huthis matam mais de 60 pessoas

Pelo menos 60 pessoas morreram hoje em confrontos entre as forças governamentais do Iémen, apoiadas pela Arábia Saudita, e os rebeldes Huthis, disseram fontes médicas e militares.

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De acordo com três fontes militares iemenitas, citadas pela agência France-Presse (AFP), 26 soldados das forças governamentais morreram, depois de várias horas de combates no sudoeste do Iémen.

Fontes médicas e militares ligadas aos Huthis, pró-Irão, apontam para 31 combatentes rebeldes mortos.

Segundo a agência noticiosa francesa, uma fonte médica na cidade de Taiz, controlada pelo Governo, um ataque com mísseis matou seis civis que viajavam num autocarro e feriu outros sete.

Intensos combates eclodiram na quinta-feira, depois de os Huthis terem lançado uma ofensiva terrestre apoiada por disparos de ‘rockets’ e ataques com drones perto da costa do Mar Vermelho e na região de Taiz.

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Um balanço divulgado na sexta-feira e com base em dados de fontes militares e médicas apontava para mais de 120 mortos desde quinta-feira em confrontos entre as tropas iemenitas e os rebeldes Huthis.

No mesmo dia, a AFP noticiou que, segundo fontes militares governamentais, os rebeldes estavam a tentar isolar a cidade portuária de Mokha — a norte do estreito de Bab el-Mandeb e alvo de ataques há várias semanas — do resto das zonas controladas pelo Governo.

Os Huthis não controlam atualmente qualquer área diretamente no estreito de Bab el-Mandeb, mas controlam a cidade portuária de Hodeida, a norte.

Em julho, anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, para quem Bab el-Mandeb se tornou a única rota marítima desde que o Irão fechou o estreito de Ormuz, do outro lado da península arábica, no início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.

A guerra no Iémen começou em 2014, quando os Huthis lançaram uma grande ofensiva a partir do seu bastião em Saada, uma região no norte do país, perto da fronteira com a Arábia Saudita, e tomaram o controlo de grandes extensões de território, incluindo a capital, Sana.

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O Iémen foi palco de um conflito devastador entre as forças governamentais, apoiadas por Riade, e os rebeldes entre 2014 e 2022, quando entrou em vigor um cessar-fogo.

O país voltou a mergulhar na guerra em julho, arrastado pelo novo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, que se propagou por quase todo o Médio Oriente.

Os Huthis integram o chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, a par do Hamas na Palestina, o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque.