O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, adiantou hoje que vai discutir a situação no Irão com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e defender a segurança e o futuro de Israel durante o encontro na terça-feira na Casa Branca.
“Vou a Washington para me encontrar com o nosso amigo, o Presidente Donald Trump. Este é o meu oitavo encontro com ele desde que foi eleito presidente para o seu segundo mandato, mais do que com qualquer outro líder internacional. É um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade”, destacou Netanyahu em declarações antes de embarcar no seu voo.
O líder israelita ações com “grande determinação e grande sabedoria” perante o cenário internacional instável, perante o conflito no Médio Oriente que voltou a escalar militarmente nas últimas semanas devido à gestão do estreito de Ormuz.
“Discutiremos todos os pontos da agenda, em primeiro lugar o Irão. Naturalmente, o nosso objetivo é salvaguardar a nossa segurança e também expandir o círculo de paz à nossa volta”, realçou.
Netanyahu detalhou ainda que o “objetivo claro” da viagem é “garantir a segurança, a força e o futuro do Estado de Israel”.
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No início de junho, enquanto Washington negociava um acordo com Teerão para pôr fim às hostilidades, Trump admitiu ter trocado palavras com o primeiro-ministro israelita, a quem chamou “um completo lunático”.
No entanto, o líder da Casa Branca desvalorizou o incidente, que ocorreu num momento de tensões crescentes sobre a ofensiva israelita no Líbano, que ameaçava inviabilizar as negociações sobre a situação no Médio Oriente.
Netanyahu está em viagem para o funeral do senador Lindsey Graham, que descreveu como “um dos melhores amigos que o Estado de Israel já teve”, uma cerimónia que vai reunir líderes mundiais, como o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
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Também hoje, Trump respondeu de forma incisiva quando questionado sobre a oposição de Netanyahu à venda de caças F-35 dos Estados Unidos à Turquia.
“Ninguém me diz a quem vendemos e a quem não vendemos”, declarou aos jornalistas a bordo do Air Force One, antes de acrescentar que Israel “não sobreviveria sem” a sua administração.
O dirigente norte-americano observou que “a Turquia não é grande fã de Israel nem de Bibi”, referindo-se à alcunha do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e sublinhou que Ancara é um “grande aliado” dos Estados Unidos.
Trump vai receber Netanyahu na Casa Branca na terça-feira e espera-se que o encontro se concentre no conflito com o Irão, iniciado pelos dois países em 28 de fevereiro, e nos esforços de Washington para chegar a um acordo com Teerão.
Nas declarações a bordo do “Air Force One”, Donald Trump reconheceu ter “pequenas diferenças” com Netanyahu sobre o desenvolvimento da guerra no Médio Oriente, ainda que ressalve que ambos continuam “muito próximos” nas suas posições.
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A última reunião de ambos decorreu em fevereiro na Sala Oval, antes do início da ofensiva militar contra o Irão.
Há meses que Trump procura um acordo com Teerão para pôr fim a uma guerra impopular entre o eleitorado norte-americano e que fez disparar os preços dos bens petrolíferos, enquanto Netanyahu teme que um pacto entre Washington e a República Islâmica fortaleça o principal país rival na região.