Defendendo que a liderança da República Islâmica "está a lutar pela sua sobrevivência", o chefe do Governo israelita acredita na "capacidade de eliminar esta ameaça de uma vez por todas, ou seja, derrubar este regime", observando que se trata da "principal missão" que resta a Israel.
"Mas está próxima, não é impossível, está ao nosso alcance", frisou Netanyahu.
A declaração do primeiro-ministro surge em pleno reatamento das confrontações militares entre Estados Unidos e Irão e após o anúncio de uma operação de "guerra económica" por parte da administração norte-americana, que visa isolar a República Islâmica.
"Enfrentamos a ameaça de aniquilação por parte de um regime que aspira a erradicar-nos e quer armar-se com bombas nucleares para nos destruir. Repelimos essa ameaça e outras também", prosseguiu o líder israelita durante a cerimónia em Telavive, alusiva ao Ano Novo Judaico, na presença do ministro da Defesa, Israel Katz, do comandante do exército, Eyal Zamir, e de outros chefes militares.
Netanyahu referiu-se às várias frentes de conflito de Israel desde os ataques do grupo islamita palestiniano Hamas, em outubro de 2023, para enaltecer, três anos depois, "conquistas históricas" que garantem a continuidade do país, destacando o caso concreto do Irão.
"Este regime está atualmente a vacilar. Está mais fraco do que nunca. Está a lutar pela sua sobrevivência", insistiu, ao observar que as forças iranianas deixaram de atacar Israel.
"Não nos conseguem atacar. Atacam todos, menos a nós. Conhecem o nosso poder, a força do nosso braço e a nossa determinação. Digo aos nossos inimigos: não se metam connosco", disse ainda Netanyahu, avisando que Israel tem "o poder, a determinação e a união interna para os derrotar".
Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz à navegação comercial e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.
Este acordo, que não contou com a participação de Israel, acabou por colapsar e Estados Unidos e Irão voltaram a repor os respetivos bloqueios navais, sem prosseguir as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses expirou.
Sem perspetiva de um regresso ao diálogo, os Estados Unidos realizaram várias vagas de ataques aéreos desde domingo contra o Irão, que respondeu com lançamentos de drones e mísseis contra países vizinhos do Golfo.
Na semana passada, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, disse que a operação económica em curso contra o Irão, que inclui sanções secundárias para atingir as suas receitas comerciais, não pretende derrubar o regime, mas forçá-lo a celebrar um acordo em sede negocial.
[Notícia atualizada às 19h38]
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