Nicolas Cage dispara contra a Marvel e resgata antiga polêmica de Hollywood

Nicolas Cage, ator de meia-idade, sorri levemente para a câmera, usando um blazer preto sobre uma camisa preta aberta. Ele tem cabelo castanho penteado para cima e um semblante amigável. Ao fundo, um banner azul com letras brancas desfocadas. Ele segura um objeto azul escuro na mão direita
Nicolas Cage (Gilbert Flores/IndieWire/Getty Images)

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Não é estranho que muitos nomes de destaque torçam o nariz para os filmes de super-herói feitos pela Marvel. O mais recente foi o ator Nicolas Cage, que disse enxergar o universo como um espetáculo superfinanciado e constrangedor, semelhante à WWE, famosa organização americana de luta livre roteirizada.

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“Quando vejo esses atores com mais de 50 anos, inteligentes e notavelmente talentosos, vestindo roupas ridículas e se preparando para a luta – vamos ser sinceros, tudo vai direto à luta –, é difícil para mim não lembrar que o MCU está se tornando uma WWE bem financiada e glorificada”, disse ele durante uma convenção de fãs no Texas.

Embora Cage tenha relação com essas produções, tendo estrelado recentemente a série Spider-Noir e protagonizado dois filmes de Motoqueiro Fantasma, o ator não demonstra muito pudor ao criticar o gênero. Segundo ele, sua participação no universo alternativo do Aranha aconteceu principalmente por razões estéticas. “Eu queria tentar criar uma essência de alguns dos meus atores favoritos da velha guarda”, disse à Variety. “Porque eu queria incorporar esse estilo – Bogart, Cagney, Edward G. Robinson – e elaborei minha atuação para se encaixar no formato preto e branco.”

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Cage é apenas mais um entre vários nomes de renome a criticar o universo. O célebre Martin Scorsese chegou a afirmar, em um artigo de opinião publicado pelo The New York Times, que os filmes da Marvel não são “o cinema de seres humanos buscando transmitir experiências emocionais” e que se assemelham mais a “parques temáticos”.

“Muitos dos elementos que definem o cinema como eu o conheço estão presentes nos filmes da Marvel. O que não está lá é revelação, mistério ou perigo emocional genuíno. Nada está em risco. As imagens são feitas para satisfazer um conjunto específico de demandas e são projetadas como variações sobre um número finito de temas”, disse o diretor de O Irlandês.

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Quem também criticou as produções foi Ridley Scott, que as classificou como “fodidamente entediantes” em entrevista ao Deadline. “Fala sério. Eles são quase todos salvos por efeitos especiais, e isso está ficando chato para todo mundo que trabalha com efeitos especiais, se você tiver dinheiro”, disse o diretor de Alien.

Quentin Tarantino também foi crítico, embora tenha adotado um tom menos ácido que seus companheiros. “Eu não os odeio. Mas eu não os amo. Quer dizer, olha, eu colecionava muito quadrinhos da Marvel quando era criança. Tem um aspecto que, se esses filmes tivessem saído quando eu estava na casa dos 20 anos, eu ficaria muito feliz e os amaria. [Mas] eles não seriam os únicos filmes sendo feitos, seriam esses filmes entre outros. Estou quase com 60 anos, então não estou tão empolgado com eles”, pontuou.

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