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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa feita pelo Datafolha nos dias 22 e 23 de julho e divulgado nesta sexta-feira, 24. Outros 9% dos entrevistados disseram que iriam votar em branco, nulo ou nenhum, enquanto 1% não soube ou não quis responder. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em comparação com o levantamento feito pelo mesmo instituto em junho (divulgado no dia 18 daquele mês), o cenário é de estabilidade — naquela pesquisa, o petista tinha 47% contra 43% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O percentual dos que pretendiam votar em branco, nulo ou nenhum era de 8%, enquanto 1% não soube ou não quis responder ao questionário.
Já no primeiro turno, Lula tem 40% contra 32% de Flávio. Ambos são seguidos bem à distância por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%; e Augusto Cury (Avante), com 2%. Três pré-candidatos — Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Cabo Daciolo (Mobiliza) — têm 1% cada um. Neste cenário, 8% disseram que iriam votar em branco, nulo ou nenhum, enquanto 1% não soube ou não quis responder.
Embora o cenário de primeiro turno seja parecido com o do levantamento de junho, quando Lula tinha 41% contra 31% de Flávio, as pesquisas não são comparáveis, segundo o Datafolha, porque o número de pré-candidatos incluídos na pesquisa mudou entre um levantamento e outro.
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Outros confrontos
Em outros duelos de segundo turno, Lula também venceria, com folga numericamente maior: 47% a 40% contra Ronaldo Caiado e 48% a 40% contra Romeu Zema.
Rejeição
Na sondagem sobre rejeição, os dois principais candidatos permanecem com os mesmos números do levantamento anterior, ambos liderando o ranking de candidatos nos quais os eleitores não votariam de jeito nenhum: Flávio Bolsonaro tem 48% contra 46% de Lula.
Sem impacto
A estabilidade entre os dois levantamentos mostra que os diversos episódios negativos contra o senador Flávio Bolsonaro não tiveram grande impacto na sua performance eleitoral, o que o mantém como o principal desafiante de Lula.
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Entre outros problemas, houve novas revelações sobre a relação do senador com empresas do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master; o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil; a declaração polêmica dele sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro; e a crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, contornada nesta semana após um pedido de desculpas feitas pelo senador — e aceitas pela madrasta.
Pesquisa
O levantamento ouviu 2.004 pessoas de forma presencial em todas as unidades da federação e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o nº BR-01166/202.
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