Nunes Marques recebe mais uma revisão criminal de condenado na trama golpista

Homem de pele parda, cabelo escuro e terno azul com gravata clara, usando toga preta, olha para baixo concentrado. Outras pessoas, desfocadas, também estão sentadas à mesa, com papéis à frente
O ministro Nunes Marques, durante sessão do STF  (Alejandro Zambrana/STF)

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O ministro Nunes Marques, do STF, foi sorteado relator do pedido de revisão criminal do general da reserva Mario Fernandes, condenado a 26 anos e seis meses de prisão por sua participação na trama golpista.

O magistrado já é responsável por solicitações semelhantes do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, condenados em uma ação penal relacionada.

A defesa de Fernandes pediu a distribuição por prevenção, devido aos outros casos, mas o sistema do STF registra que foi por sorteio. Isso significa, contudo, que Marques pode virar o responsável por eventuais revisões de outros réus da mesma ação penal de Fernandes, o chamado “núcleo dois” da trama golpista.

Como a condenação foi pela Primeira Turma, somente ministros da Segunda Turma podem analisar o pedido. Também integram o colegiado André Mendonça, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

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Mario Fernandes foi o responsável pela elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, antes que eles tomassem posse, e do ministro Alexandre de Moraes.

A revisão criminal serve para reanalisar condenações após o fim dos recursos, mas só pode ser aceita em situações específicas, como quando surgirem fatos novos ou quando a sentença tiver sido contrária à prova dos autos.

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Os advogados de Fernandes apresentaram diversos argumentos, parte deles já rejeitados no ano passado pela Primeira Turma.

A defesa alega que o STF não tinha competência para analisar o caso e que o relator, Alexandre de Moraes, deveria ter se declarado impedido.

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Caso essas teses não sejam aceitas, foi defendida a absolvição do general, por “inexistência de conduta típica, de prova de autoria ou de
nexo causal”, ou uma redução da pena.

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