O suplemento para o coração que não vale o dinheiro, dizem cardiologistas

Toma suplementos para melhorar a saúde do coração? Alguns cardiologistas revelam um suplemento deste género que não vale o dinheiro. Acaba por não ser assim tão benéfico e por revelar-se um desperdício. Veja se o toma e o que pode ter em alternativa.

A revista Parade falou com alguns cardiologistas para perceber qual o suplemento que deve evitar. Não traz assim tantas vantagens para a saúde cardiovascular como é dito e acaba por ser um desperdício de dinheiro.

Coração: O suplemento da discórdia

Em causa está o suplemento coenzima Q10, também conhecido como CoQ10. “Apesar das promessas de marketing, a posição oficial das principais organizações médicas conta uma história diferente”, começa por dizer o cardiologista Patrick Kee

“A Associação Americana do Coração afirma explicitamente que a CoQ10 não substitui a terapia médica padrão, orientada por diretrizes”, continua.

Ryan Kaple revela que esta enzima é essencial para o organismo, mas não signifca que este suplemento seja uma boa opção. “A enzima desempenha um papel crucial na criação de energia dentro das células e na proteção delas contra danos. Este suplemento é amplamente vendido sob a premissa de que se tomar comprimidos extras aumentará naturalmente a energia do coração, retardará o envelhecimento ou protegerá de forma mágica o sistema cardiovascular.”

Os especialistas são da opinião que este suplemento acaba por não ser assim tão benéfico como é referido. “Muitos pacientes gastam tempo e dinheiro à procura de um suplemento que não surte efeito, o que pode atrasar as mudanças de estilo de vida ou os tratamentos baseados em evidências que realmente salvam vidas", revela o médico Rigved Tadwalkar. 

Mohanakrishnan Sathyamoorthy baseia-se em alguns estudos para confirmar que este suplemento não é assim tão vantajoso como é referido. "Existem estudos que demonstraram alguns benefícios cardíacos leves. No entanto, esses benefícios são significativamente superados pelo tempo investido em otimizar sua nutrição, praticar exercícios diários, ter um sono reparador e socializar."

Cardiologista revela os cinco hábitos que abandonou de vez

A revista Parade falou com o cardiologista Nadim Geloo para perceber os hábitos que deixou de adotar para se proteger da melhor forma. Há hábitos que acaba por seguir ao longo do tempo, mas também outros que nunca mais adotou.

“Quer seja uma pessoa super proativa ou alguém que vive um momento de cada vez, todos nós desenvolvemos hábitos conscientes e subconscientes que nos ajudam a passar o dia. A maioria desses hábitos é inofensiva e praticamos quase automaticamente, como escovar os dentes de manhã ou tomar uma chávena de café a caminho do trabalho”, começou por relatar o especialista.

Hábitos que cardiologista deixou de ter

“Pequenos hábitos diários como esses podem ter implicações maiores na saúde geral, incluindo a saúde do coração e certas doenças crónicas como diabetes, doenças cardiovasculares ou hipertensão ”, continuou.

Conheça os cinco hábitos que o cardiologista Nadim Geloo deixou de ter.

1- Sentar-se com muita frequência

“Muitas vezes as pessoas têm um estilo de vida muito sedentário devido às suas carreiras, então acabam sentadas durante várias horas seguidas na maioria dos dias da semana. Se trabalha num prédio de escritórios, pode ser particularmente difícil mudar esse comportamento, já que pode não ter a liberdade de criar um espaço de trabalho que atenda às suas necessidades. Tente levantar-se e caminhar um pouco por 5 a 10 minutos a cada hora.”

2- Deixar de priorizar o sono

“A falta de descanso adequado pode ter uma série de efeitos negativos para a saúde. Dormir é a maneira que o corpo encontra para recuperar e sabe-se que um sono de qualidade é essencial para garantir que as células e os tecidos possam crescer e reparar-se. O esgotamento crónico sobrecarrega o sistema cardiovascular, o que, com o tempo, possa aumentar o risco de hipertensão e ataques cardíacos.”

3- Aguentar apesar do stress

“O stress crónico, assim como a exaustão crónica, contribui para uma série de complicações cardiovasculares. Pode estar associado ao aumento do risco de hipertensão e ataques cardíacos. Também pode levar à adoção involuntária de mecanismos que aumentam estes riscos, como fumar, beber, comer em excesso e levar uma vida sedentária.”

4- Consumir bebidas açucaradas

“O consumo excessivo de açúcar está ligado à hipertensão e à inflamação crónica, o que podem contribuir diretamente para doenças cardíacas. Bebidas açucaradas, em particular, podem levar ao aumento de peso já que são fáceis de consumir em grandes quantidades. O aumento de peso agrava muitas doenças, incluindo problemas e doenças cardiovasculares.”

5- Comer alimentos salgados com regularidade 

"Batatas fritas de vez em quando não fazem mal, mas comê-las em todas as refeições é um problema. Com o tempo, a pressão alta pode danificar as paredes dos vasos sanguíneos e acelerar o acumular de placas perigosas que bloqueiam o fluxo sanguíneo", esclarece.

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Mariline Direito Rodrigues | 08:12 - 12/08/2026