O principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann, admitiu, numa entrevista este domingo, que se encontrava a cerca de 130 metros do resort onde a criança britânica desapareceu, na Praia da Luz, no Algarve, em 2007.
Falando pela primeira vez sobre os seus movimentos naquela noite, Christian Brueckner afirmou que estava a "vender drogas" numa praia perto do resort da Praia da Luz, onde os McCann estavam hospedados, na noite em que Maddie desapareceu. Contudo, continua a negar qualquer ligação ao caso da menina que na altura tinha três anos.
Numa entrevista ao Mail on Sunday, o suspeito contou que foi interpelado pela polícia naquela noite, quando tentava fugir do local, porque a carrinha que conduzia estava "cheia de drogas".
"Não tenho nada a ver com o desaparecimento dela. Ficaria feliz se a Maddie aparecesse amanhã, assim, todos compreenderiam imediatamente que tudo o que se diz contra mim é e foi encenado", afirma Bruckener, reconhecendo contudo que será sempre "o principal suspeito".
"Estava na praia, não muito longe do hotel da Maddie, a vender drogas. Tinha estado em Espanha e contrabandeei a erva para Portugal. Cheguei mesmo a ser mandado parar pela polícia três vezes na rua [na Praia da Luz], enquanto procuravam a Maddie. Felizmente, não encontraram as drogas. A minha carrinha estava cheia delas", revelou, recordando ainda que o aparato policial era grande e que "só queria sair dali".
O principal suspeito do desaparecimento de Maddie
O pedófilo é apontado como suspeito no caso há cinco anos e a polícia alemã acredita que é um dos responsáveis pelo desaparecimento da criança britânica por terem encontrado provas circunstanciais num antigo armazém que Christian Brückner comprou em 2008, um ano depois de Maddie ter sido vista pela última vez.
Nesse local, a polícia encontrou documentos "horríveis" e "perturbadores" como fotografias, fatos de banho, brinquedos de criança, ficheiros com imagens de abusos e registos de conversas, através do Skype, com outros pedófilos que levaram os investigadores a acreditar que Maddie foi morta.
Brückner já negou qualquer envolvimento no desaparecimento de Maddie, mas continua a ser o principal suspeito nas investigações alemãs e britânicas sobre o sucedido.
O homem, de 49 anos, cumpriu pena de prisão na Alemanha pelo crime de violação, tendo sido libertado em setembro do ano passado.
Christian Brückner foi, em 2023, constituído arguido pelo desaparecimento da menina inglesa. É que, de acordo com as autoridades, o alemão terá vivido no Algarve entre 1995 e 2007, sendo que registos telefónicos colocam-no na área da Praia da Luz no dia em que a criança desapareceu.
Já no ano passado, o homem foi considerado inocente da prática de três crimes de violação e de dois de abuso sexual de menores, alegadamente cometidos entre 2000 e 2017, no Algarve. A defesa alegou que Brückner estava apenas a ser julgado pela sua ligação ao caso de Madeleine, argumento com o qual o tribunal de Braunschweig concordou.
Recorde-se Madeleine McCann desapareceu a 3 de maio de 2007, poucos dias antes de fazer quatro anos, do quarto onde dormia com os irmãos gémeos, num apartamento de um aldeamento turístico, na Praia da Luz.
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