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A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira, 2, duas operações contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro. De um lado, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) mirou a atuação da chamada “Equipe Astro”, braço armado da facção por trás de invasões e pelo avanço territorial na Zona Sudoeste do Rio. No âmbito da ação, são cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nas comunidades da Gardênia Azul e Cidade de Deus.
A mobilização conta com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Trata-se de um desdobramento da investigação que identificou Pierre Sá da Silva, o “PQP”, morto em confronto com a polícia em agosto, na primeira fase da operação. O criminoso era apontado como um dos principais líderes armados do Comando Vermelho.
Na época, as apurações indicaram que PQD havia participado de ofensivas do CV, incluindo as disputas territoriais em Curicica, Camorim e na comunidade Asa Branca. Ele também articulou tentativas de invasão de Rio das Pedras, palco de sucessivos confrontos entre grupos rivais por ser considerada uma comunidade estratégica, além de comandar bocas de fumo na Gardênia Azul e na Cidade de Deus.
+ Quem era ‘PQD’, líder do Comando Vermelho morto em confronto com a polícia no Rio
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A etapa desta quarta tem como principal alvo Rubens Mateus Lisboa Ribeiro, conhecido como “Astro” ou “Lisboa”. Sob seu comando, a Equipe Astro participou de ofensivas para a tomada de territórios em Curicica e Camorim, bem como de disputas em Rio das Pedras e Muzema. Segundo a Polícia Civil, o grupo mobilizava criminosos fortemente armados e contava com uma estrutura organizada para logística, execução de ações e monitoramento das forças de segurança.
Em paralelo, policiais da 65ª DP (Magé), com apoio de todas as unidades do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB), realizaram a Operação Mosaico para desarticular uma estrutura criminosa ligada ao CV que atua no município de Magé. São cumpridos mandados de prisão contra integrantes da facção investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e roubos.
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O nome da operação faz referência ao trabalho de inteligência desenvolvido ao longo da investigação, baseada em informações cruzadas e analisadas pelas equipes. As diligências identificaram a atuação do grupo em comunidades de Magé, onde armados exerciam controle territorial, intimidavam moradores e administravam o comércio de drogas.
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