Porsche pesa nas contas da VW e pode ter de cortar mais 4.100 empregos

A Porsche pode ter de cortar cerca de 4.100 empregos. A marca de carros desportivos de luxo tem um peso considerável nas contas do Grupo Volkswagen.

Nos últimos dias, a empresa anunciou uma revisão em baixa da margem operacional de quatro a 5,5 por cento para apenas um por cento. E, segundo o diretor financeiro Arno Antlitz, deve-se em grande partida (6 mil milhões de euros) a imparidade sem impacto em caixa.

De acordo com a Reuters, a publicação alemã Handelsblatt escreve que os documentos da reestruturação do Grupo Volkswagen, recentemente acordados no conselho de supervisão, sugerem o corte de cerca de 4.100 funcionários na subsidiária Porsche. De referir que a "casa mãe" não pode impor estas reduções, apesar de ter mais de 75 por cento das ações da marca de Estugarda.

Somar-se-iam aos previamente acordados, que preveem que a Porsche corte 9.000 empregos até 2035, segundo a atualização emitida em julho - altura em que se acresceram 5.000 postos de trabalho às reduções programadas.

O "apertar do cinto" afeta até as altas cúpulas. No anúncio de julho, a Porsche também fez saber que em 2027 e 2028 a administração e a direção executiva vão prescindir de uma contribuição equivalente nos aumentos da remuneração básica, para além de ter sido alcançado um acordo coletivo para adiar os aumentos salariais até 2035.

A casa de Estugarda apresentou em junho a Estratégia 2035, com vista a regressar aos lucros sustentáveis. O construtor procura recuperar do mau momento em que se encontra - não só devido às dificuldades no mercado da China, como também de um recuo na sua estratégia de eletrificação. Decidiu diminuir a aposta nos automóveis 100 por cento elétricos, apesar de os manter nos seus planos a par da combustão e dos híbridos.

Vendas em queda

As vendas na primeira metade do ano mostraram um claro declínio de 16 por cento face ao mesmo período de 2025, ao ter entregue 122.306 viaturas aos clientes em todo o mundo.

Atribui esta descida à retirada do 718 de combustão, ao fim dos incentivos para carros eletrificados nos Estados Unidos da América e à procura forte que o Macan 100 por cento elétrico teve entre janeiro e julho de 2025. Só na China, a quebra foi de 32 por cento - o mercado individual em que mais contraiu. No entanto, a redução das vendas foi transversal a todas as regiões.

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Notícias ao Minuto | 16:10 - 21/09/2026