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O Futebol Clube do Porto mantém a liderança isolada do campeonato, venceu no Fontelo o Académico de Viseu. O Benfica só joga amanhã, segunda-feira, mas nesta edição de domingo de "E o Campeão é?" procuramos também olhar para o mercado, que entra agora na sua última semana, termina já na próxima sexta-feira. Hoje, nesta edição, contamos com a análise do Gabriel Alves, do João Pinto, Luís Pinto Coelho e também do Pedro Henriques. Eu sou o João Costa e Silva, sejam todos muito bem-vindos. E à quarta jornada do campeonato, quase 38 anos depois, o Académico de Viseu voltou a receber um grande do futebol nacional em sua casa, no Municipal do Fontelo. O Futebol Clube do Porto que venceu com gols de William Gomes, Gabri Veiga e André Silva, resolveram o jogo desde logo na primeira parte. Luís Pinto Coelho, bom dia. Um Futebol Clube do Porto muito igual a si próprio, como nos tem habituado. Na primeira parte, cinco remates, marcou três gols. A eficácia continua a ser uma das principais armas deste Futebol Clube do Porto na era de Farioli, que ainda assim, na segunda parte, se deixou acomodar ou não?
Olá, bom dia. Sim, a primeira parte é muito boa. O Porto chega com alguma facilidade a uma vantagem de três gols. Depois foi gerindo, obviamente, também o jogo. Houve questões de duas lesões, isso também teve impacto na questão das substituições. Mas a primeira parte é muito boa, com momentos bastante agradáveis de ver na circulação de bola, movimentações, dinâmicas. Gabri Veiga a um nível fantástico. E o Porto bem, a cumprir, rigoroso em termos defensivos. O Académico de Viseu só criou perigo no último minuto de jogo, naquela bola ao poste. Tirando isso, não teve praticamente mais nada. E o Porto continua sem sofrer gols. Quatro vitórias, continua bem. Agora esta semana a fazer os ajustes finais na questão do mercado e continuar à procura do bicampeonato.
Uhum. E já levamos a um desses ajustes, que parece estar mesmo a chegar, Santiago Gimenez. Quanto às lesões, Luís, a de Zaidu parece ser aquela mais complicada. Aliás, tanto o Bernarec como o Francesco Farioli falaram disso mesmo.
Sim, uma rotura no adutor, parece-me que vai ser isso, se calhar três meses, no mínimo, acho que vai ser por aí. O Bernarec penso que foi mais por precaução, ele sentiu ali no joelho, mesmo na parte final, foi um lance dividido, mas parece-me que não será grave. Zaidu, sim, e vamos ver que impactos é que isso tem também na questão do mercado, porque o Porto estava a negociar Francisco Moura. Agora, se ficar sem Zaidu durante três meses, que impacto é que isso tem? Se continua a negociar Francisco Moura ou se mantém Francisco Moura e chega um outro defesa esquerdo, vamos ver o que é que vai acontecer nestes dias.
Veremos. Gabriel Alves, muito bom dia também. É um jogo que acaba por se tornar desigual bem cedo, com esta entrada tão forte do Futebol Clube do Porto. Há aqui queixas de Bruno Pinheiro, o técnico do Académico de Viseu, face à arbitragem, não só deste jogo, mas também desde o início da liga. Pergunto o que é que faltou ou o que é que falta a este Académico de Viseu e também, claro, a tua análise face a esta eficácia do Futebol Clube do Porto. E como dizia muito bem o Luís, aproveitamento defensivo imaculado, zero gols sofridos.
Esta é que é a grande verdade. Tem nove gols apontados, zero sofridos. Falou, e bem, o Luís do Gabri Veiga, começa a ter uma pestana muito aberta no estrangeiro. Já começa a aparecer em alguns jornais, portanto, a sua boa forma. E não só, aquilo que é a eficácia dele dentro do conjunto azul e branco e, portanto, Gabri Veiga começa a ser um jogador para mercado. Não neste, obviamente, mas a breve trecho. Portanto, tudo normal, natural. Quanto ao Académico de Viseu, queixas de quê? Oito gols sofridos, quatro marcados, dois deles ao Benfica. Foi auspicioso para o Académico de Viseu, mas quando tu tens oito gols sofridos, o Académico de Viseu tem que repensar e refletir sobre aquilo que é o conjunto na sua essência e reclamar menos.
João Pinto, sobre esta vitória do Futebol Clube do Porto, uma vitória que não deixa grande margem para dúvidas. Um Académico de Viseu que acabou por ser também pouco agressivo e, como seria de esperar, sentiu aqui algumas dificuldades também no processo defensivo, quando o Porto teve esse ataque bastante avassalador nesses primeiros minutos da primeira parte.
Sim, eu acho que é mesmo um jogo sem história. O Futebol Clube do Porto sabia que era preciso anular o Académico de Viseu marcando cedo. Aquele primeiro gol é um gol de uma jogada treinada, um ataque coletivo, um ponta de lança que sabe onde é que tem que estar, que consegue por 8 cm não estar em fora de jogo, e isso também é trabalhado. E, portanto, é com todo o mérito que o Futebol Clube do Porto desfaz a equipe do Académico de Viseu, e depois a ambição do Académico de Viseu tentar dividir o jogo, deixa muito espaço nas costas e, como já disseram aqui, o Gabri Veiga realmente está com uma capacidade física que permite sair daquele registo mais quesilento que ele tinha o ano passado e assumir aquela verticalidade que expõe e, como o Gabriel diz, que o põe na montra com toda a qualidade técnica que lhe reconhecemos. E, portanto, é um jogador que, neste tipo de jogos, com uma capacidade técnica como ele tem, com aquela corrida, com a bola controlada, desfaz qualquer linha defensiva. E portanto, foi uma vitória natural, com o Académico de Viseu a tentar chegar à tona da água, mas sem conseguir. Portanto, vitória absolutamente justa.
Sim, Gabriel.
Só uma nota aqui pro Gabri Veiga. É aquele jogador que quando apareceu no Celta de Vigo.
Já era um belíssimo jogador nessa altura.
Não. Apareceu e era um jogador. Olha, o Carlos Carvalhal pode falar dele, estava lá. A verdade é esta, é que Gabri Veiga quando apareceu era um expoente. Resolveu ir ganhar dinheiro à Arábia. Tão novo, tão jovem, e depois voltou está no Futebol Clube do Porto. Eu não sei onde é que ele vai parar. A continuar assim, a parar em termos globais, ao nível do que é o mercado europeu e o futebol europeu.
Sim, exatamente. Pedro Henriques, tu és o homem dos pontos. Quantos pontos tens neste momento também para analisar esta vitória do Futebol Clube do Porto?
Pouquinhos. Tenho aqui três.
Vamos a isso.
Uma que vocês já aqui falaram. Estamos a dizer que o Porto tem quatro vitórias, nove gols, eu vou cair mais além. Tem cinco jogos, cinco vitórias, vou meter um a zero ao Torriense e 10 gols. Ou seja, o que eu quero dizer com isto, no fundo, o que nós estamos aqui a dizer não é pelos 10 gols em si, que são bons, pelas cinco vitórias, são extraordinários, que é para isso que as equipes trabalham, mas é sobretudo naquilo que é o ponto forte do Futebol Clube do Porto, independentemente dos adversários, que é mau, depois olha sempre para os adversários para dizer: "Ainda não teve o desafio de um forte", etc. Zero gols sofridos. Eu acho que é um bocadinho daquilo que foi o segredo, que não é segredo, obviamente, mas do sucesso do Futebol Clube do Porto na época passada e que para já continua a ser realmente um ponto muito forte do Futebol Clube do Porto, que é o traz para frente, esta segurança defensiva. Não é que eu goste muito de vir ao campeão falar sobre a arbitragem, porque temos espaços próprios para isso, mas dado o frenesim que houve, inclusivamente por parte da equipe do 1º de Visão de uma geral, o jogador que foi entrevistado na "Faz Sentido", depois o Bruno Pinheiro, eu só queria dizer que somos oito comentadores desportivos, os oito damos como válido o gol do Futebol Clube do Porto. Enfim, se quer voltamos à recruta, em que a senhora fica muito feliz quando vê o seu filho, que é o único que vai com o passo certo. Os outros é que estão todos errados no pelotão. E queria dizer que andamos na apologia do deixar jogar, privilegiar o contato físico. Eu vi hoje um jogo de Inglaterra, ó isto em Inglaterra, está bem, não é falta. Aqui é que marcamos falta. E andamos muito na apologia do deixar jogar, privilegiar o contato físico, etc. E neste caso, mérito para aquilo que os árbitros começaram a fazer, independentemente dos erros também continuam a cometer, mas agora falta o resto. E o resto tem que ser o discurso que tem que casar dos treinadores, dos jogadores e sobretudo das ações dos jogadores dentro de campo. Deixem-se lá de queixar da cara quando te tocam no peito e deixem-se mandar para o chão sempre que sentem qualquer tipo de contato, independentemente depois até haver falta ou não haver falta. Porque depois deixe isso para o árbitro fazer exatamente esse tipo de análise, com erros, obviamente. E, portanto, queremos contribuir para o tal melhor futebol, neste caso concreto e específico, causa estas questões, façamos isto. Eu relembro que tivemos esta semana o jogo do Sporting com 70% de tempo útil de jogo, que é uma coisa rara, e andamos a bater sempre acima dos 60%. Melhoramos cerca, já estão estes dados cá fora, mais de três minutos de tempo útil que ganhamos. Tem muito a ver com a alteração das regras, tem a ver com este perfil novo ou com esta atitude nova que os árbitros estão a tentar deixar jogar. Agora compete também aos jogadores e aos treinadores fazerem a parte deles. Os jogadores ficando de pé, sempre possível, não se mandando para o chão e os treinadores depois não irem para discursos mais do mesmo. Independentemente de haver queixas anteriores, muitas vezes agarramos nas queixas anteriores para tentar justificar aquilo que é injustificável. O gol do Futebol Clube do Porto ontem foi legal. O William Gomes pôs a mão à frente da barriga do Hugo Costa, não agarrou, não puxou e nem sequer o impediu de avançar ou de progredir. Ponto final, parágrafo.
E o Porto que com esta vitória passa a somar 12 pontos, mantém-se invicto nesta edição do campeonato, sem gols sofridos e com nove gols marcados, está no topo da classificação. Ontem também tivemos o empate entre Santa Clara e Aves. O Santa Clara que também ainda não perdeu nesta edição do campeonato, tem oito pontos, duas vitórias e dois empates, e o Arouca, depois de ter perdido com o Futebol Clube do Porto, acabou por vencer ontem o Marítimo também por 2-1 e está aqui no terceiro lugar com nove pontos. Hoje vamos ter ainda Nacional-Estrela da Amadora às 15h30, Casa Pia-Moreirense às 18h e ainda duas equipes do Minho, Famalicão e Gil Vicente a entrar em campo às 20h30. Amanhã temos às 20h15 Benfica-Estoril, com relato aqui em direto na Rádio Observador, e esse grande dérbi domingo entre Sporting Clube Braga e Vitória Esporte Clube, também às 20h15. Portanto, vamos estar aqui com atenções muito viradas para estes dois grandes jogos que acontecem amanhã para fechar a jornada quatro do campeonato. Vamos avançar para o mercado de transferências. Termina já na próxima sexta-feira, dia 4 de setembro. O Benfica é possivelmente a equipa com dossiês mais pendentes e está mais ativo nesta fase final do mercado, portanto, vou até ti, João Pinto. Fala-se aqui de um dossiê praticamente fechado, El Kararoui, é um defesa lateral esquerdo que chega para reforçar o Benfica. Um jogador que tem aqui uma trajetória interessante, porque transferiu-se este verão do Utrecht dos Países Baixos para um clube na Arábia Saudita, mas devido à limitação de estrangeiros, ainda não jogou e, portanto, está aqui a equacionar-se uma transferência, quem sabe um empréstimo deste jogador, que na época passada somou 18 assistências e marcou cinco gols, é especialista em bolas paradas. Terá concorrência de Dal e também de José Neto. É uma boa aposta? Não sei se conheces o jogador ou não, João Pinto.
Não conheço. Não sei se esse El Kararoui leva hífen ou não leva hífen. Não faço ideia.
Não leva.
Aquilo que nós sabíamos era que a lateral esquerda do Benfica estava a precisar de concorrência. O José Neto parece ser um excelente jogador. Percebo que se aposte no José Neto. Nem sequer me chocava o empréstimo do José Neto nesta fase, se vier um segundo lateral esquerdo, mas um ano na equipe B como titular também não lhe faz mal nenhum. Isto é verdade para ele e para o Banjaqui. Se o Dedic tivesse ficado, não fazia mal nenhum ao Banjaqui fazer um ano interno na segunda divisão. Os jogadores têm crescido muito a jogar como titulares na equipe B e acho que é uma boa aposta do Benfica. Resta perceber da qualidade do reforço, se é realmente reforço ou se só vem fazer número. Isso, neste tipo de contratações, é que são um bocado cartas fechadas. É preciso perceber. Mas há mais dossiês no Benfica.
Ia te perguntar precisamente à questão de Leandro Barreiro. Os sauditas oferecem 12 milhões por este jogador, o Benfica quer 18. Rios tem interessados desde Galatasaray, Besiktas e Roma. O Besiktas parece estar na dianteira e há aqui uma questão interessante.
Há o Lukebakio, há Bruma, há Manu.
Trubin.
Trubin, sem dúvida. O Benfica tem aqui uma série de dossiês, mas a maneira como neste momento o Benfica olha para esses dossiês, eu acho que já estão quase todos na secretária do CFO. Ou seja, do ponto de vista desportivo, se o Benfica não mexer mais no plantel, tem um plantel fantástico. E fica muito bem entregue, tem dois bons guarda-redes, podíamos rever aqui as posições todas e ficava bem. Aquilo que o CFO neste momento deve estar a bater à porta da equipa técnica do diretor desportivo todos os dias é por causa disso. É perceber se o Benfica, do ponto de vista financeiro, aguenta esta gente toda ou precisa de mais algum encaixe. Eu acho que se o plantel ficar como está, mesmo vendendo o Lukebakio, o Benfica tem um plantel extraordinário para poder ter às ordens do Marco Silva. Se por acaso sair mais gente, há muitos menos na equipa a ver com qualidade. Neste momento, já não preocupa o mercado.
Gabriel Alves, sobre estes dossiês do Benfica, são vários. O João Pinto fez questão de referir aqui alguns que até nem tinha apontado. Bruma, por exemplo, é um deles, é um jogador que nunca mais se ouviu falar.
Zero à esquerda da vírgula.
Mas o que pensa sobre tudo isto?
O que eu tenho a dizer é que estas contratações do Benfica nos últimos anos, isto é sempre mais do mesmo. O Rios não chegou ano passado como uma grande estrela? Estrela, style, o maior. Até pode sair como fator de empréstimo, com opção depois de compra de quem o pedira emprestado.
O Benfica pede 35 milhões de euros, o jogador foi contratado por 27, à volta disso.
Tentar tirar aqui a mais-valia daquilo que lhe pagou de ordenados. O Benfica é isto, tem contratado, os jogadores não têm definido, os jogadores, tirando um caso ou outro, para confirmar as tais exceções à regra. E a verdade é que, segundo os números, andou em 500 milhões. Já lá vão. Dizia o João Pinto aí que se calhar o Benfica precisa de ir buscar alguma bolsa financeira. Se calhar. E a questão dos meninos. Era bom que as escolas também estivessem a funcionar, porque lá há boa gente, já se percebeu isso. Aliás, através daquilo que são as competições das seleções nacionais, em que o Benfica tem uma cota parte muito grande nisso. E obviamente que, se calhar, o negócio tem que começar a olhar-se. Eu chamo sempre a atenção, porque é um grande clube, é um grande emblema do futebol europeu. O Barcelona estava falido, não havia guito, e teve que ir buscar à La Masia. Olhe bem, oito deles são campeões do mundo. Para mim, está aqui tudo explicado. Olhem para os meninos, vão ver o meu campeão de hoje também. Olhem para os meninos, façam-nos crescer, deem-lhes competição, ponham-nos a jogar. Obviamente, com critérios, isso não é chegar e toma lá disto. Não, tudo na vida tem critérios. Agora, o que se vê é muito pouco esse tipo de critério em Portugal.
Vamos avançar, até porque aqui no mercado, e já falamos da questão do Futebol Clube do Porto, há um jogador que está prestes a chegar. O acordo com o Milan está praticamente fechado. Santiago Gimenez, avançado, que já chegou a um princípio de acordo com o Futebol Clube do Porto. É uma transferência que vem por empréstimo, digamos assim, sem custos, com uma opção de compra de 18 milhões de euros, mais bônus. Luiz, falamos aqui de um jogador, e João Pinto corrija-me se eu estiver errado, que já esteve até nas opções do Benfica há uns anos. Penso que foi na época em que o Pavlidis acabou por vir.
Ele esteve nas opções de toda a gente, ele foi um dos melhores marcadores da Europa. Era realmente um jogador que no Feyenoord-
Na altura, o Feyenoord, se bem me lembro, pediu 40 milhões de euros. O jogador depois acabou por ficar uma nova época no Feyenoord e teve um decréscimo de rendimento, ou seja, ele tinha marcado só no campeonato 2023/2024, 30 gols, e na época a seguir marcou apenas sete. Depois dá-se essa transferência para o Milan. Em 2024/2025 marcou cinco gols na Série A. O ano passado acabou por não marcar qualquer gol. Luiz, é um negócio muito parecido, e não podemos aqui comparar, mas nos moldes de Jhon Durán, por exemplo. É um jogador que foi pra Arábia, é certo, não teve também o mesmo rendimento, mas é um jogador que procura aqui encontrar também o seu caminho e quem sabe, e precisa disso, o caminho dos gols.
Sim, é um negócio de baixo risco para o Porto. O Porto recebe o jogador emprestado, não paga taxa de empréstimo. Se o jogador voltar aos seus índices que já apresentou no passado, o Porto fica com a opção de compra de 18 milhões
Um valor perfeitamente aceitável para o contexto de um ponta de lança internacional e que tem qualidade, obviamente. Acho que é por isso que se demorou a fazer o negócio, porque o Porto tem conseguido negociar bem. Ainda há pouco falámos do Gabri Veiga. Eu lembro, por exemplo, o Gabri Veiga custou 15 milhões de euros. É preciso saber negociar, procurar, encontrar as oportunidades de negócio. E só assim também é que o Porto se vai levantar financeiramente e está a fazer esse caminho. Parece-me uma opção interessante, porque é um jogador com um instinto matador completamente diferente do Danis Gül.
Que pode estar de saída por 12 milhões, não é?
Sim, se calhar o Porto consegue vender o Danis Gül por 12 milhões e depois possivelmente contratar o Gimenez por 18. Se calhar é um excelente negócio. Acho que o Porto vai ficar a ganhar com esta troca, claramente.
Danis Gül que pode estar aqui a caminho do Galatasaray, uma proposta, ao que tudo indica, de 12 milhões de euros. Pedro Henriques, já falámos aqui deste dossiê de Santiago Gimenez, um velho conhecido. Lembro-me dele quando se falou desse interesse do Benfica há uns anos, que agora chega para o futebol clube do Porto, mas deixo-te à vontade também para se quiseres comentar algum dos dossiês do Benfica, que também já tínhamos posto aqui em cima da mesa ainda há pouco.
Em relação ao Benfica, no fundo, é daquilo que eu acho que é a ideia mais relevante e importante. Percebo quando o João Pinto diz que não está preocupado, acho que o Benfica neste momento, o mais relevante e importante é até arrumar alguns assuntos pendentes. O caso do Bruma é um desses exemplos, e tentar perceber outras coisas. Porque a partir do dia 4, claro, depois há aí uns mercados que ainda estão abertos, mas a partir do momento que encerra esta fase, mesmo os jogadores que andam com mais azia, mais chateados, etc, depois não têm outro caminho a fazer senão treinar e focarem-se naquilo que é o jogo. Eu acho que isso até é bom para todos, para os jogadores, para o clube em si. Agora o Benfica tem alguns dossiês para arrumar. Não sei se é muito relevante e importante neste momento a questão de mais um lateral, mas neste momento o Benfica eu acho que daquilo que é quem vai a jogo, já tem o plantel arrumado. E depois é o cuidado com as gorduras, ou seja, os excedentes. Se ter tanta gente ali no meio-campo, se calhar um Ricardo Rios ou um Leandro, não sei, ou uma venda de um desses jogadores, na perspetiva de não ter tanta gente para a mesma posição que depois não jogando podem criar problemas. O futebol clube do Porto acho que tem que ter um ponta de lança. Não estou a dizer mal do André, que ontem marcou um golo, não é isso que está em questão. O Gül não me parece ser realmente aquela questão consistente. O Samu não sabemos quando e como é que vai regressar, acima de tudo. E para o Porto atacar as diversas competições que tem, e nomeadamente a Champions League, eu acho que precisa de alguém de peso lá à frente e mais poderoso. E esse Gimenez, ou o Gimenez, esse no bom sentido da palavra, que nós conhecemos como goleador, realmente acho que podia relançar aqui de novo a carreira, nomeadamente naquilo que é muito importante para esta malta toda que é marcar golos.
Muito bem. Vamos avançar para as notas de campeão. Não temos tempo para muito mais. Vou começar por ti, Gabriel Alves.
Olha, em relação ao Gimenez, eu vou desejar felicidades ao Futebol Clube do Porto. E naturalmente, não sei se falaram com o Sérgio Conceição, conhece-o bem. Gimenez, naquilo que foi no Milão, uma coisa nos Países Baixos, naquilo que foi no Milão, olha, e não vi grande interesse por ele naquilo que é o mercado, sendo ponta de lança. Felicidades para o Futebol Clube do Porto. Quanto às minhas notas, olha, vai um 16 para este menino de 19 anos, chama-se Flávio Gonçalves, é um luso-francês, escolas do Sporting, tem vindo a ser chamado à titularidade, tem vindo a jogar e que obviamente tem vindo a mostrar qualidade. Era bom que no futebol português aparecessem mais meninos aqui, ali, acolá, acolí, e portanto os tais critérios de que eu falava há pouco nas equipas A, não só nas B. As B são importantes, por isso foram criadas, mas também a aparecer nas equipas A. E o meu 20 vai para dois jogadores estrangeiros, vai para aqueles que gostam e têm canais alugados, eu direi, Sport TV, DAZN, e que naturalmente veem futebol internacional. Dois campeões do mundo. O Atlético de Madrid está com um problema com o nove, não vou falar disso agora, com o ponta de lança a ter aqueles problemas. E então ontem jogou sem nove, mas pôs lá um falso nove, um tal de Bajcetic. Que show de bola! Não foi só os dois gols que ele marcou. Olha, deu-me um grande gozo cantar o jogo dele. E o Arza Bal, quer dizer, não marcou, fez duas assistências fabulosas, mas como ele mexe naquela dinâmica, olha, é escrever um autêntico romance a letras de ouro sobre o Arza Bal e o outro. 20 para cada um, que bonito, e conheço os dois desde meninos aos 19 anos.
João Pinto, as tuas notas.
Bem, quase que me arrisco a dar só uma nota. Vou começar pelas mais baixas. Gabri Veiga com nota 16, muito bem quando só se preocupa em jogar a bola. E para o Arouca, também nota 16 para um grande arranque. E depois o 20 é para Fernando Pimenta, e é só porque só temos um 20. Porque é um homem que marca realmente, é provavelmente um dos maiores atletas que este país já viu. É uma referência para toda a gente e realmente quando Portugal precisar de um ministro do desporto, é para o homem que saia do rio e que venha ajudar a malta. Que grande atleta. Nota 20.
Ainda hoje podemos ter mais medalhas, há mais competição. Luís.
Olha, eu vou dar aqui dois 17. Um para o Gabri Veiga, obviamente, que está num momento de forma incrível, é um jogador que eu gosto muito. E depois também para César Peixoto. É um treinador que eu acho que tem um potencial tremendo. Entrou muito bem no contexto do futebol britânico, em cinco jogos tem quatro vitórias e um empate. Já está a colocar os Wolves lá em cima em lugar de subida e é um campeonato muito difícil. E para ele, um 17, que eu acho que entrou muito bem no futebol britânico e com futebol apelativo, uma equipa jovem também. É um bom trabalho do César Peixoto.
Pedro Henriques, tenho 20 segundos para ti.
19,5 para o João Ribeiro e para o Messias Batista, medalha de prata no K2 500. Ainda está a ferver a medalha. E para o Fernando Pimenta, 20 K1 1000 metros, medalha de ouro.
Muito bem, é com as notas do Pedro Henriques, do Luís Pinto Coelho, do João Pinto e também do Gabriel Alves que fechamos esta edição de domingo de "O Campeão É". Amanhã de regresso, depois do Jornal da Uma.