O internacional gaulês expôs publicamente o descontentamento com a postura de vários companheiros e criticou a entrada «vergonhosa» no jogo com a Inglaterra
CMR
O internacional gaulês expôs publicamente o descontentamento com a postura de vários companheiros e criticou a entrada «vergonhosa» no jogo com a Inglaterra
- Redação Maisfutebol
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A derrota frente à Inglaterra no jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares deixou marcas profundas no balneário da seleção francesa. Em declarações após o apito final, Adrien Rabiot fez uma leitura implacável dos primeiros 45 minutos e apontou o dedo à atitude de alguns companheiros de equipa.
«Entrámos de uma forma bastante vergonhosa nesta primeira parte. Vi comportamentos de certos jogadores que nunca tinha visto até hoje. É um pouco dececionante, porque era o último jogo para deixar uma boa imagem nesta competição», começou por dizer, em declarações à BeIn Sports.
O jogador do Milan recordou que o afastamento da final, após a derrota com a Espanha [2-0] nas meias-finais, ainda pesava na equipa, mas que isso não poderia ser utilizado como desculpa.
«Há muita decepção após a derrota com Espanha, mas havia um trabalho a fazer até ao fim e não podemos contentar-nos em fazer as coisas de qualquer jeito. Conversámos no intervalo, dissemos uns aos outros que era preciso um pouco de orgulho, e a segunda parte foi claramente melhor, porque na primeira alguns comportamentos foram inadmissíveis», referiu.
De facto, na segunda parte, a França entrou com uma postura diferente. As quatro substituições ao intervalo mudaram o rumo do jogo, no entanto, a reação tardia não foi suficiente para impedir a derrota por 6-4.
Este encontro marcou também a despedida do selecionador Didier Deschamps do comando técnico francês, após 14 anos no cargo. Rabiot lamentou o desfecho, mas fez questão de enaltecer o que o treinador fez pela seleção.
«Gostaríamos de ter terminado com uma vitória para que o treinador tivesse uma despedida melhor, mas isso não mancha a imagem que ele tem junto de todos os franceses. Ele agradeceu-nos, mas somos nós que devemos agradecer-lhe por estes belos anos, pela disciplina que ele instaurou».
«Ele reergueu a seleção francesa, não sozinho, mas foi um dos principais artífices dessa recuperação. É o fim para muitos na seleção francesa, mas vamos lembrar-nos dele», concluiu.
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