As reclamações dos consumidores relacionadas com carros elétricos quase triplicaram em dois anos, passando de 75, entre janeiro e julho de 2024, para 205 no mesmo período de 2026. O aumento acumulado é de 173%.
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Só este ano, até julho, o número de queixas cresceu 92% em relação ao mesmo período de 2025, quando tinham sido registadas 107 reclamações.
Segundo os dados do Portal da Queixa, o crescimento do mercado dos veículos elétricos está também a expor dificuldades no pós-venda, sobretudo nas áreas de reparação, manutenção e atendimento.
Reparação, manutenção e atendimento concentram 72% das reclamações
A reparação e manutenção representam 40% das queixas apresentadas pelos consumidores, enquanto o atendimento e a qualidade do serviço correspondem a 32%.
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Em conjunto, estas duas áreas concentram 72% das reclamações relacionadas com carros elétricos.
Entre os restantes motivos surgem problemas associados à qualidade e segurança do produto, com 16% das queixas, seguidos das questões financeiras e pagamentos, com 6%, e das matérias legais e contratuais, também com 6%.
BYD AUTO e Tesla são as marcas mais visadas
Entre as marcas identificadas nas reclamações, a BYD AUTO surge em primeiro lugar, com 17% das queixas, seguida da Tesla, com 15%.
Os relatos dos consumidores incluem problemas técnicos persistentes, reparações que não resolvem as avarias, dificuldades no acionamento das garantias e insatisfação com os processos de atendimento e comunicação.
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Por subcategorias, 71% das reclamações são dirigidas diretamente às marcas automóveis, enquanto 18% dizem respeito a concessionários.
Satisfação sobe apesar do aumento das queixas
Apesar do forte crescimento do número de reclamações, a média de satisfação dos consumidores aumentou 4,82%.
O indicador passou de 3,15 em 2025 para 3,30 em 2026.
Lisboa e Porto concentram mais de metade das reclamações
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Lisboa e Porto representam, em conjunto, 55,77% das reclamações sobre carros elétricos registadas em 2026.
Setúbal surge depois, com 8,65%, seguindo-se Braga, com 7,69%.
A maioria das queixas foi apresentada por homens, que representam 72,60% do total, e o grupo etário mais representado é o dos consumidores entre os 45 e os 54 anos, com 33,65%.
Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, considera que o aumento das reclamações mostra que os principais desafios da mobilidade elétrica já não estão apenas relacionados com os próprios veículos.
Segundo o responsável, mais de 70% das queixas estão ligadas à reparação, manutenção, atendimento e qualidade do serviço, colocando a capacidade de resposta das marcas no centro da confiança dos consumidores.