Fazendo alusão ao Spiess no M5M de ontem, “juros reais acima de 8% em um mercado que já precifica a eleição”.
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É verdade que o mercado já precifica uma eleição pré-definida Lula x Flávio, e os prêmios gordos sobre a curva de juros refletem essa difícil digestão.
No entanto, o mercado ainda não precifica uma outra eleição, infinitamente mais amigável, e cuja probabilidade evidente é muito maior do que a probabilidade aparente, ao menos neste momento.
Com a chegada dos registros de candidatura (até 5 de agosto), a disputa se afunila — o que pode ser um desvio de rota para Flávio Bolsonaro e, consequentemente, para a reeleição “óbvia” de Lula.
Segundo fontes da imprensa e da política, a janela das próximas duas semanas é convidativa para que Flávio seja alvo de denúncias, vídeos e demais vazamentos capazes de naufragar sua candidatura, ainda que ele insista teimosamente em continuar.
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Não sabemos que tipo de conteúdo constará nessas evidências, mas os sinais indiretos são, para usar um eufemismo, “pouco convencionais”.
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Tereza Cristina recusou ser vice de Flávio Bolsonaro, e não há qualquer alternativa relevante disposta a sentar nessa cadeira.
Em paralelo, o Republicanos continua indeciso sobre um eventual apoio ao PL diante da configuração atual. E o próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse à CNN que Flávio "não estava preparado para concorrer".
- Leia também: Rodolfo Amstalden: A precificação de opções eleitorais é pouco convencional
Desequilíbrio instável
Bem, vamos então aos potenciais efeitos desse equilíbrio instável.
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Se Flávio é realmente um candidato frágil e com uma espada pendurada sobre sua cabeça, tudo o que os outros candidatos de centro direita precisam fazer é ganhar dele no 1º turno, ainda que sob margem ínfima.
Hoje isso parece impossível, dada a distância de intenções de voto. Mas, ao que tudo indica, estamos vivendo um mundo de aparências, não de evidências.
Se as evidências mudam radicalmente, é natural imaginar que o eleitor médio também mude de opinião. E ainda mais se tratando de um eleitor médio de Flávio Bolsonaro...

Ainda analisando sinais indiretos, notamos que, segundo a mesma Pesquisa Real Time Big Data divulgada ontem, Ronaldo Caiado é o único candidato a ganhar de Lula no 2º turno.
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Isso não lhe parece uma informação relevante, por si só?
No entanto, as manchetes continuam martelando sempre no mesmo prego: “Lula mantém sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro”, ignorando os efeitos de segunda ordem.
Seria mais um caso típico de negação de desejo, mas eu preciso do seu beijo?
PS1. Os interessados em saber mais sobre uma possível terceira via podem assistir ao episódio recente do Market Makers com Caiado.
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PS2. Destaco aqui uma ideia capaz de capturar um potencial desvio de rota no período eleitoral dos próximos meses. Se você não é assinante da Empiricus+, pode encontrar neste link um acesso cortesia para conhecer a oportunidade.
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