Rolex, Cartier, Patek Philippe e mais: quanto custa montar a ‘coleção básica’ de relógios de um milionário

No universo da alta relojoaria, o conceito de “básico” passa longe da simplicidade. Para colecionadores e entusiastas de horologia fina, trata-se de reunir peças essenciais.

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Uma verdadeira “coleção básica” de relógios de luxo é composta por modelos de versatilidade, grande relevância histórica e manufatura em materiais nobres. São exemplares que transformam a simples medição do tempo em uma genuína expressão de arte e objeto de desejo.

Ao longo das décadas, essas criações conquistaram o cinema, exploraram o espaço e protagonizaram importantes marcos da engenharia. No pulso, tornaram-se símbolos refinados de sofisticação, reconhecidos de imediato pelo olhar apurado dos conhecedores.

A seguir, veja quanto custaria montar uma coleção com alguns dos relógios mais cobiçados do mercado de luxo.

Rolex Submariner

Rolex Submariner - Imagem: Reprodução/Rolex

O Rolex Submariner é um dos relógios mais famosos do mundo. Lançado em 1953, foi o primeiro relógio de mergulho resistente à água até 100 metros.

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Com o tempo, deixou de ser apenas um instrumento para mergulhadores e se tornou um dos maiores símbolos da relojoaria de luxo. Também ganhou fama no cinema, especialmente por suas aparições em James Bond, e virou uma das peças mais icônicas, reconhecíveis — e imitadas — da história.

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Há diversas versões do Submariner, com variações de cores, materiais e preços. Os modelos em ouro, por exemplo, ultrapassam os R$ 200 mil.

Entre as configurações mais puras está o Rolex Submariner No Date, em aço Oystersteel, com caixa de 41 mm e mostrador preto. É a escolha de quem prefere o Submariner em sua forma mais limpa.

Preço estimado: R$ 85,3 mil, no varejo oficial da marca no Brasil.

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Omega Speedmaster

Omega Speedmaster - Imagem: Reprodução/Omega

O Omega Speedmaster é o único relógio que foi à Lua. Qualificado pela NASA para missões espaciais tripuladas, entrou para a história em 1969 no pulso dos astronautas da Apollo 11.

A família Speedmaster tem diversas versões, algumas com estética vintage, outras mais modernas, além de edições especiais ligadas ao universo espacial. Mas o modelo mais clássico segue sendo o Omega Speedmaster Moonwatch Professional, com caixa de 42 mm, mostrador preto e cronógrafo.

Na versão com cristal de safira, o relógio combina a estética tradicional do Moonwatch com acabamento mais contemporâneo e fundo transparente.

Preço estimado: R$ 72 mil, no varejo oficial da marca no Brasil.

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Cartier Santos

Cartier - Imagem: Reprodução/Cartier

O Cartier Santos é um dos relógios mais elegantes e históricos da lista, com um detalhe especial para nós, brasileiros.

O modelo nasceu da amizade entre Louis Cartier e Alberto Santos-Dumont, pensado para que o aviador pudesse consultar as horas durante o voo sem precisar tirar as mãos dos controles. O resultado foi um dos primeiros relógios de pulso masculinos da história e um dos designs mais duradouros da relojoaria.

Com caixa quadrada, parafusos aparentes e pulseira integrada, o Santos transita entre o social e o esportivo. Ao longo do tempo, seu design retangular com ângulos suavizados ganhou novos formatos, sendo já visto no pulso de atores como Alain Delon e Tom Cruise.

Há versões de diferentes faixas de preços, partindo de R$ 35.800 e chegando a mais de R$ 500 mil em modelos em ouro.

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A versão Santos de Cartier Large, em aço, com movimento automático e pulseiras intercambiáveis, é uma das configurações mais desejadas para quem busca versatilidade.

Preço estimado: R$ 64 mil, no varejo oficial da marca no Brasil.

Jaeger-LeCoultre Reverso

Imagem: Reprodução/Jaeger-LeCoultre Reverso

O Jaeger-LeCoultre Reverso nasceu em 1931, criado para jogadores de polo que precisavam proteger o mostrador durante as partidas. Sua caixa reversível permite virar o relógio e preservar a parte frontal contra impactos.

Quase um século depois, o modelo virou ícone de elegância Art Déco. O Reverso é um relógio de desenho retangular, proporções refinadas e identidade visual imediatamente reconhecível.

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Entre as versões mais clássicas para uma coleção essencial, o Jaeger-LeCoultre Reverso Classic em aço preserva o espírito da peça original, com pulseira de couro e mostrador elegante.

Preço estimado: R$ 77,5 mil, no varejo brasileiro.

Patek Phillippe Calatrava

Imagem: Reprodução/Patek Philippe

Há relógios de luxo — e há Patek Philippe. A marca ocupa um lugar quase dinástico na alta relojoaria, associada à produção limitada, acabamento artesanal e tradição familiar.

O Calatrava é o grande representante dos dress watches: relógios finos, elegantes e feitos para ocasiões mais formais. Lançada em 1932, a linha se tornou sinônimo de simplicidade sofisticada.

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O Patek Philippe Calatrava 6119G, em ouro branco, com caixa de 39 mm, mostrador cinza e luneta guilloché Clous de Paris, é uma leitura contemporânea desse clássico.

Preço estimado: cerca de R$ 191 mil, considerando varejo internacional e conversão aproximada.

Para o colecionador que deseja as referências mais puras, clássicas e icônicas, a conta ficaria assim:

  • Rolex Submariner No Date: R$ 85,3 mil
  • Omega Speedmaster Moonwatch Professional Sapphire: cerca de R$ 72 mil
  • Cartier Santos Large: R$ 64 mil
  • Jaeger-LeCoultre Reverso Classic: R$ 77,5 mil
  • Patek Philippe Calatrava 6119G: cerca de R$ 191 mil

No total, essa “coleção básica” custaria aproximadamente R$ 490 mil.

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Embora a estimativa considere preços oficiais e de varejo, no mercado de relógios de luxo a etiqueta de preço conta apenas parte da história.

Em alguns casos, não basta ter dinheiro e disposição para comprar. É preciso encontrar disponibilidade em boutique, cultivar relacionamento com revendedores autorizados e, muitas vezes, ter paciência para enfrentar listas de espera.

O mercado paralelo também altera a equação. Alguns modelos podem aparecer acima do preço sugerido por causa da escassez e da demanda; outros podem ser encontrados abaixo do varejo internacional, mas com riscos de procedência, impostos, conservação e autenticidade.

Ou seja, montar a “coleção básica” do milionário não é apenas entrar em uma loja e passar o cartão; é participar de um mercado em que história, desejo, exclusividade e acesso pesam quase tanto quanto o preço.

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