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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, lamentou esta terça-feira as “tensões na Cisjordânia ocupada” entre os colonos israelitas e a população palestiniana, mas afastou sanções semelhantes às anunciadas por 12 países ocidentais, incluindo Portugal.
“Obviamente, não faremos o que eles estão a fazer”, frisou Rubio no aeroporto de Miami, ao embarcar para uma viagem pela América Latina, quando questionado sobre as sanções britânicas.
“Mas partilhamos o objetivo da estabilidade. Não queremos ver um aumento da violência, dos conflitos ou das tensões na Cisjordânia num momento tão sensível para a região”, acrescentou.
Rubio frisou que Washington acredita que esta situação “também tem implicações na capacidade de avançar em Gaza, no Plano dos 20 Pontos e no processo de paz na fronteira“.
Numa declaração conjunta, doze países ocidentais, incluindo o Reino Unido e a França, anunciaram a sua intenção de sancionar o comércio com os colonatos israelitas, afirmando que a violência dos colonos “atingiu níveis sem precedentes” e considerando que “as ações tomadas pelo governo israelita na Cisjordânia minam a possibilidade de uma solução de dois Estados”, israelita e palestiniano.
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, um fervoroso e defensor de longa data dos colonos, tinha denunciado em agosto certos atos de violência dos colonos contra as famílias palestinianas na Cisjordânia como atos de terrorismo.
No entanto, Huckabee criticou esta terça-feira as sanções ocidentais, considerando-as “uma decisão irracional” e “discriminação contra o governo israelita, discriminação contra os judeus”.
Desde que regressou ao poder, em 2025, Donald Trump ofereceu um apoio quase incondicional a Israel, ao mesmo tempo que trabalhou para um cessar-fogo duradouro na Faixa de Gaza para virar a página da guerra iniciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu após os ataques sem precedentes de 07 de outubro de 2023, perpetrados pelo grupo palestiniano Hamas.
Em agosto, Netanyahu rejeitou a última componente do plano que tinha sido aceite pelo Hamas.
Este plano, na sua versão publicada pelo “Conselho de Paz” estabelecido pelo Presidente norte-americano, previa uma retirada gradual de Israel, a par do desarmamento do movimento islamita.
Entre as suas primeiras ordens executivas em janeiro de 2025, Donald Trump levantou as sanções impostas pelo seu antecessor, Joe Biden, contra os colonos israelitas extremistas na Cisjordânia ocupada, apesar do retomar da violência contra os palestinianos.