Santa Casa de Itatiba é alvo de buscas em operação | G1

Mandados de busca são cumpridos em nova fase da operação que investiga terceirização das UPAs por R$ 139 milhões

Mandados foram expedidos pelo juiz da Vara das garantias em Palmas. Contrato de terceirização foi feito sem licitação e a Polícia Civil apontou diversas irregularidades.


  • A Santa Casa de Itatiba foi alvo de buscas nesta quinta-feira (10) na 2ª fase da Operação Falsa Emergência. A ação investiga um contrato de R$ 139 milhões.

  • Os mandados foram expedidos pela Justiça de Palmas e cumpridos também em São Paulo e Rio de Janeiro. A Santa Casa de Itatiba informou estar apoiando os policiais.

  • O contrato de terceirização foi realizado sem licitação e apresentou irregularidades. O Tribunal de Contas suspendeu o acordo, e o município retomou o serviço das UPAs.

  • Três investigados foram presos em junho de 2025 e soltos em agosto pelo STJ. Eles negam irregularidades, mas viraram réus em ação penal por corrupção e peculato.

UPA da região sul de Palmas — Foto: Raiza Milhomem/Secom Palmas

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo um em Palmas (TO), um na cidade de São Paulo (SP), dois em Itatiba (SP) e um no Rio de Janeiro (RJ). As ordens foram expedidas pelo juiz da Vara de Garantias de Palmas.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que os mandados tiveram como alvos endereços vinculados à entidade responsável pela parceria investigada, pessoas relacionadas à sua administração e uma empresa encontrada nas movimentações financeiras analisadas durante a investigação.

A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou representantes das autoridades policiais estiveram na instituição nesta manhã, e a Santa Casa está prestando todo o apoio necessário ao trabalho realizado.

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A ação foi realizada pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR). Esta fase da operação foi chamada de Estancamento.

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Entenda

A primeira fase da operação ocorreu em junho de 2026. A então secretária de saúde Dhieine Caminski, o superintendente de atenção à saúde Andreis Vicente da Costa e a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva foram presos pela polícia.

Os dois servidores publicos supostamente atuaram direcionando a contratação. Cláudia é apontada pela polícia como uma lobista.

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