O grupo Stellantis, montadora formada pela Fiat Chrysler e o PSA, anunciou nesta segunda-feira (13) que as entregas preliminares de veículos no segundo trimestre aumentaram 10% em relação ao ano anterior. O número corresponde a quase 1,6 milhão de unidades, impulsionado pelo crescimento na América do Norte, o mercado mais forte para a empresa.
Nesse mercado, as entregas de veículos aumentaram 38% no segundo trimestre, um total de 445 mil unidades. As vendas foram impulsionadas por modelos novos ou renovados, como a picape leve Ram 1500 de 8 cilindros e versões de alto desempenho para off-road —condução de veículos fora das estradas pavimentadas ou convencionais—, além de carros de luxo.
A recuperação das vendas é fundamental para o plano de reestruturação do presidente-executivo da Stellantis, Antonio Filosa, assim como para a montadora, que sofreu com a perda de clientes em mercados-chave nos últimos anos. Os principais motivos apontados foram os preços altos dos veículos, o foco em carros elétricos, os problemas de qualidade e a crescente concorrência de fabricantes chineses.
Em maio, Filosa apresentou um novo plano de negócios de 60 bilhões de euros (R$ 351 bilhões) para 2030, com foco no lançamento de novos modelos, reorganização do portfólio de marcas e novas parcerias em tecnologia e manufatura.
Folha Mercado
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O resultado, no entanto, também refletiu os preparativos para a paralisação da produção planejada para os meses de junho a agosto, afirmou a montadora em comunicado.
Na região da Europa expandida, o outro mercado importante do grupo, as entregas da empresa aumentaram 5% no segundo trimestre, para 762 mil unidades, impulsionadas pelo maior volume de entregas.O número inclui cerca de 33 mil veículos da parceira chinesa Leapmotor, que a Stellantis distribui e vende na região.
A demanda na Europa foi particularmente forte para modelos econômicos, como o Citroën C3 e C3 Aircross, o Opel Frontera e o Fiat Panda, afirmou a Stellantis.
O crescimento na América do Norte e na Europa foi parcialmente compensado por volumes menores no Oriente Médio e na África, na maioria devido ao conflito regional, e na América do Sul, impactado pelo desempenho mais fraco do mercado argentino.