O mundo ainda está a tentar perceber quão grave foi o problema causado por sistemas de Inteligência Artificial nesta mesma empresa, mas o anúncio do Astra pode fazer esquecer isso
Numa altura em que grande parte do mundo ainda tenta perceber ao certo o que é a Inteligência Artificial (IA), a OpenAI acaba de nos atirar com um novo conceito.
Bem-vindo à AGI, sigla inglesa para Inteligência Artificial Geral. Trata-se do novo conceito da empresa norte-americana, que continua a tentar dar passos no sentido de liderar o setor mais emergente da economia mundial.
De acordo com o presidente da OpenAI, o mundo entrou nesta nova era, a da AGI, depois de a empresa ter divulgado o seu modelo mais recente, o Astra, que o próprio Greg Brockman definiou como “o modelo mais inteligente e alinhado do mundo”.
Declarações feitas a partir de São Francisco, onde o modelo foi divulgado apenas algumas semanas depois do caso mais grave relacionado com a IA, e que viu modelos autónomos a conseguirem furar o controlo humano para agirem sozinhos e fazerem coisas que não era suposto.
O caso foi tão grave que a preocupação internacional levou a OpenAI a fazer uma pausa no treino do Astra, que agora chega com este anúncio enigmático de uma nova era.
O conceito de AGI em si não é novo, mas a sua existência sim. Há muito que se discute este objetivo para a indústria, que define este patamar como aquele em que a IA vai passar a conseguir aprender, raciocinar e aplicar o conhecimento numa vasta gama de tarefas e domínios a um nível igual ou superior ao humano.
De acordo com a OpenAI, trata-se de “sistemas autónomos que superam os humanos em trabalhos economicamente mais valiosos”.
"Se avançarmos alguns anos e olharmos para trás, quando nos perguntarmos quando é que a Inteligência Artificial Geral (AGI) foi realmente criada, penso que será por volta desta altura, e penso que poderá ser por volta deste modelo”, afirmou Greg Brockman.
Na tentativa de fazer o comum mortal perceber melhor o que estava em causa, o responsável da OpenAI referiu que estes novos modelos já serão capazes de resolver problemas matemáticos “não resolvidos há 100 anos”.
Além disso, garantiu, a AGI também poderá ser utilizada para “acelerar a economia e para o beneficiar a si e à sua vida pessoal”.
“Penso que não é descabido sentir que estamos na era da Inteligência Artificial Geral (AGI)”, completou.
Na prática, referiu Greg Brockman, o Astra vai permitir “um grande avanço na descoberta científica, matemática e saúde”. Mais concretamente, o responsável da OpenAI sublinhou que o modelo poderá ajudar em questões como impostos, a construir jogos de computador, a desenhar visualizações arquitetónicas ou até coisas tão simples como pedir comida. Num exemplo ainda mais concreto, uma simples procura de trabalho que demoraria cinco horas para um humano é feita pelo Astra em dois minutos e 51 segundos.