TAP mergulha no prejuízo enquanto pretendentes ficam acima da linha de água

“Hoje, refletimos sobre um segundo trimestre desafiante, que foi mais uma vez marcado por múltiplas crises geopolíticas e incertezas”, afirmou o CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, quando apresentou um tombo de 515 milhões de euros no lucro operacional do segundo trimestre de 2026, para 346 milhões de euros, face a 861 milhões no mesmo período do ano passado. Por sua vez, o CEO da Air France – KLM, Benjamin Smith, sublinhou que “o aumento acentuado dos preços dos combustíveis teve um impacto significativo nos nossos resultados”, que na mesma rubrica caíram para 484 milhões de euros, abaixo dos 736 milhões de euros do mesmo período do ano passado.

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As palavras dos líderes dos dois grupos que pretendem adquirir a TAP – o Governo deverá receber esta terça-feira o relatório da Parpública com a avaliação das duas propostas vinculativas – fizeram eco nas do CEO da companhia aérea portuguesa esta segunda-feira. Luís Rodrigues classificou estes tempos como “voláteis e desafiantes”, explicando que “como expectável, o forte aumento dos preços de combustível, nomeadamente do jet fuel, pressionou de forma relevante o desempenho da TAP no segundo trimestre”.

A companhia aérea reportou um prejuízo líquido de 99,2 milhões de euros no primeiro semestre, o que representa um agravamento de 40% face ao mesmo período do ano passado. A companhia aérea foi castigada por uma subida de quase um quinto nos custos com combustível devido à guerra no Médio Oriente. Ao contrário dos dois grupos bidders, no entanto, e prejudicada pela menor escala relativa, o resultado operacional da TAP entrou ‘no vermelho’, com um EBIT (resultado antes de juros e impostos) negativo de 56 milhões de euros, o que compara com os 122,5 milhões positivos no período homólogo.

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A subida no custo do jet fuel explica os danos. No caso da TAP, no semestre avançou 18,7% em termos homólogos, mais 750 milhões de euros no da empresa alemã, enquanto o grupo franco-neerlandês prevê agora que a despesa com combustível ascenda a 8,9 mil milhões de dólares no exercício de 2026 (cerca de 7,8 mil milhões de euros, em comparação com a estimativa do trimestre anterior de 9,3 mil milhões de dólares (perto de 8,15 mil milhões de euros).

Esse peso mais que contrabalançou a tendência geral das receitas: no primeiro trimestre a TAP arrecadou 1.125,3 milhões de euros, apenas 0,6% menos do que no período homólogo, a Lufthansa aumentou as receitas trimestrais em 8% para 11,1 mil milhões de euros e as da Air France – KLM subiram 9,9%, em termos homólogos, para 9,3 mil milhões de euros, com aumentos em todos os negócios.

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