"Precisamos de diversificar as nossas fontes de energia e reduzir a nossa dependência dos combustíveis importados. É por isso que o Projeto Solar Fotovoltaico de Laleia é também extremamente importante", disse Xanana Gusmão na cerimónia.
O projeto, que deverá ser construído durante 24 meses, terá uma capacidade de geração solar de 72 megawatts, com um sistema de armazenamento de energias em baterias com capacidade 36 megawatts-hora.
"Irá fornecer mais eletricidade à rede nacional e ajudar a diversificar como Timor-Leste produz energia. Isto é particularmente importante porque vivemos num período de incerteza internacional", salientou Xanana Gusmão.
"Timor-Leste não pode controlar os preços internacionais dos combustíveis. Não pode controlar as interrupções nas cadeias globais de energia. Mas pode tomar medidas para reduzir a nossa vulnerabilidade. Ao desenvolver energia solar com armazenamento em baterias tornaremos o nosso sistema elétrico mais diversificado e mais resiliente", continuou o primeiro-ministro timorense.
O projeto de energia solar, segundo Xanana Gusmão, deverá reduzir os custos anuais de combustível em Timor-Leste em cerca de 25 a 30 milhões de dólares.
"Isto permitirá utilizar mais recursos para apoiar a saúde, a educação, as infraestruturas e outras prioridades nacionais", disse.
O projeto vai ser implementado no âmbito de um modelo de Produtor Independente de Energia pela Manatuto Renewable Power, criada pela ITOCHU, do Japão, e a EDF, de França.
"O setor privado irá financiar, construir, operar e manter esta central. A energia elétrica será fornecida à EDTL [Eletricidade de Timor-Leste]. Trata-se de um investimento de aproximadamente 107 milhões de dólares. É um dos maiores investimentos realizados em Timor-Leste", explicou Xanana Gusmão.
O primeiro-ministro destacou que o Governo acolhe investimento estrangeiro que crie emprego, transfira competências e benefícios para a população.
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