Os bombeiros da capital japonesa informaram que 453 pessoas foram hospitalizadas em Tóquio na quarta-feira, um recorde desde que os registos começaram em 2010, e que o acionamento dos serviços de emergência atingiu um nível que não se via há pelo menos 63 anos.
"Instamos o público a manter-se hidratado e a usar ar condicionado", disse hoje um porta-voz do corpo de bombeiros.
Os bombeiros de Tóquio também responderam a 3.612 chamadas na quarta-feira, um número recorde desde que os registos começaram em 1963, segundo o porta-voz.
Das pessoas hospitalizadas na quarta-feira, uma morreu, quatro estavam em estado crítico e 18 em estado grave.
Quatro localidades japonesas registaram temperaturas acima dos 40 graus Celsius, um dia apelidado de "kokushobi" pela Agência Meteorológica do Japão (JMA), um neologismo que pode ser traduzido como "dia cruelmente quente".
Pelo menos outras seis localidades registaram temperaturas de 39,8 graus na quarta-feira.
Os alertas de ondas de calor estão em vigor em quase todo o país e os serviços de emergência informaram na quarta-feira que pelo menos 14 pessoas morreram por causas relacionadas com o calor na última semana.
Quase 11.000 pessoas procuraram cuidados médicos de emergência no Japão na última semana, de acordo com a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres.
No ano passado, o país viveu o verão mais quente de que há registo, e a temperatura mais elevada foi registada a 05 de agosto de 2025, atingindo os 41,8°C em Isesaki, a norte de Tóquio.
De acordo com os cientistas, as alterações climáticas provocadas pela atividade humana estão a aumentar a frequência e a intensidade dos eventos de calor extremo no Japão e noutros locais.

Japão cria novo termo para calor extremo: "Dia de calor cruel"
O Japão estreou hoje a designação "dia de calor cruel" ('kokushobi', em japonês), ao registar temperaturas de pelo menos 40º Celsius em várias localidades do país, depois de a meteorologia japonesa ter adotado o novo termo em abril.
Lusa | 14:02 - 21/07/2026