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Com entrada gratuita, a mostra Utopias em construção traça um panorama da história da capital federal com acervo inédito; confira!
23/08/2026 02:00

Já está aberta ao público desde 11 de agosto, no Museu Nacional da República, a exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo, que propõe uma imersão na memória da capital federal. Parceria entre o Metrópoles Arte e o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), o projeto une documentos históricos, fotografias e maquetes em diálogo direto com a produção de artistas contemporâneos. A entrada é franca. O projeto tem curadoria de Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto.
Sobre a exposição
- A mostra fica em cartaz de agosto a outubro, no Museu Nacional da República.
- O acervo ganha novas interpretações ao colocar documentos históricos em diálogo com obras contemporâneas.
- A iniciativa busca transformar visitantes em participantes da memória e da preservação do patrimônio da capital.

Saiba mais sobre os curadores da mostra abaixo:
Marcus Lontra
Para o carioca Marcus Lontra, que mora na capital desde 1960 e dirigiu instituições como a Escola de Artes Visuais do Parque Lage e o MAM do Rio de Janeiro, erguer a cidade no Planalto Central envolveu ousadia técnica e sensibilidade artística.

O curador ressalta que a iniciativa aproxima o material guardado pelo arquivo da produção viva de grandes nomes da região.

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Maquetes foram desenvolvidas pelo escritório Bernardes – van Schaijk & Partners fazem parte da exposição
Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners

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A mostra contará com quatro maquetes especialmente desenvolvidas para representar obras de Oscar Niemeyer
Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners

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As bases circulares transformam cada esboço em um verdadeiro objeto museográfico
Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners

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Visitante é convidado a percorrer a estrutura de cada projeto
Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners

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Elementos de alta precisão foram fabricados por impressão 3D, enquanto outros componentes foram feitos em madeira, PVC expandido e materiais tradicionais da arquitetura
Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners

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Em muitos momentos foi necessário "decifrar" a arquitetura
Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners

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"A produção das maquetes exigiu, portanto, um cuidadoso trabalho de investigação e interpretação arquitetônica", afirmam
Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners

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O principal desafio consistiu em transformar documentos históricos em objetos tridimensionais
Imagem cedida ao Metrópoles/Bernardes – van Schaijk & Partners
A mostra busca despertar no visitante o orgulho ao evidenciar como a união de motivações políticas, sociais e estéticas viabilizou a construção do projeto modernista em apenas quatro anos. Lontra observa que esse desenho elaborado por Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Athos Bulcão permanece atual ao integrar a herança local ao cenário internacional.
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Ele defende o papel pedagógico e de intermediação da mostra ao dizer que “o curador é aquele agente cultural que sistematiza a informação, que colabora diretamente para a ligação, a comunicação entre a arte e o público”.




Marília Panitz
A professora, pesquisadora e curadora Marília Panitz construiu sua trajetória focada na teoria da arte, em programas educativos e na investigação sobre a produção do Centro-Oeste. Em sua visão, a proposta se pauta pelo encontro entre a história antiga do Planalto e a urbe modernista que se instalou em seu centro. A curadora afirma que a intenção da mostra é de “articular histórias e poéticas”.
Tomando como base a rica documentação do ArPDF, a narrativa visual mostra o crescimento e a maturidade da capital a partir das figuras icônicas que participaram do projeto de Brasília. Uma das metas é provocar a reflexão do público sobre as formas de vivência coletiva e o impacto dos espaços independentes no ecossistema artístico.
Rafael Peixoto
Nascido no Rio de Janeiro e com mais de 20 anos de atuação como produtor e curador independente, Rafael Peixoto tem formação em jornalismo, o que impulsiona um olhar investigativo sobre a arte. A relação com os vazios e os volumes arquitetônicos da capital inspirou a criação de um percurso transversal no acervo.
Para ele, o projeto apresenta um conjunto de obras e registros que recuperam a trajetória do território desde antes de sua fundação até a atualidade. Peixoto entende que o conceito de utopia não é estático, funcionando como uma construção contínua que responde diretamente às demandas do presente e aos desejos do futuro.
Ao aproximar o patrimônio documental de dezenas de artistas, o especialista destaca a força da criação nacional ao concluir que “a mostra pretende trazer essa percepção e reflexão e, acima de tudo, a consciência da inteligência, da criatividade e da sofisticação brasileira manifesta em diferentes matizes.”
Serviço
Exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo
No Museu Nacional da República (SCTS Lote 2 – Plano Piloto, Brasília – DF, ao lado da Rodoviária)
Entrada gratuita
Visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30