Vendas da Renault estabilizaram até junho, com eletrificados em destaque

O Grupo Renault vendeu menos carros na primeira metade do ano, por comparação com o mesmo período de 2025. No entanto, não é necessariamente uma má notícia, já que revela uma certa estabilidade.

Ao todo, foram comercializados 1.165.133 automóveis do conglomerado entre janeiro e junho, o que representa uma quebra de 0,4 por cento.

Segundo um comunicado, foi um resultado possível graças à complementaridade das três marcas (Alpine, Dacia e Renault), que "reflete a qualidade das vendas melhorada, um forte foco no valor e a eletrificação acelerada da gama".

Também é sublinhado o reforço da posição do grupo em mercados estratégicos, com a marca Renault a crescer pelo segundo ano consecutivo em regiões internacionais - desta feita, 2,8 por cento. De registar o aumento expressivo de vendas na Índia (61,2 por cento) - contabilizando ligeiros de passageiros e de mercadorias.

Alpine e Renault crescem na Europa, Dacia recua

Na Europa, o Grupo Renault desceu 1,3 por cento, mas mesmo assim conseguiu registar mais vendas das marcas Alpine (67,6 por cento) e Renault (2,6 por cento) - sendo esta a segunda marca no mercado europeu. Destaca-se, em particular pelo R5 E-Tech, que é o elétrico do segmento B mais vendido no continente. A Dacia, por seu turno, quebrou 8,7 por cento, tendo o campeão de vendas entre os automóveis de passageiros na Europa - o Sandero.

A marca Renault vendeu mais 2,6 por cento de veículos em todo o mundo por comparação com o mesmo período de 2026: 829.518 (656.886 ligeiros de passageiros e 172.632 de mercadorias). Conseguiu ganhar 0,4 por cento de quota de mercado e reforçou a posição de liderança no mercado a retalho e de frotas. Já os ligeiros de mercadorias cresceram 11,7 por cento, o que posiciona a Renault como a segunda classificada deste tipo de veículos no mercado europeu.

No que toca à Dacia, apesar da queda de 8,7 por cento na Europa e de 8,1 por cento em todo o mundo de janeiro até junho, a empresa diz que o livro de encomendas está em linha com aquilo que se verificou em período igual do ano passado. Vendeu 327.077 viaturas (324.835 ligeiros de passageiros e 2.242 de mercadorias). O Sandero é o carro mais vendido da Europa, ajudando a marca a estar no terceiro lugar do mercado de retalho da região. Os automóveis híbridos estão a ganhar destaque, assim como os níveis de equipamento mais altos que representaram grande parte das vendas do Bigster e do Duster.

Quanto à Alpine, a marca desportiva teve um primeiro semestre recorde com 8.538 vendas em todo o mundo para crescer 69,1 por cento - em boa medida graças ao A290, o hot hatch derivado do Renault 5 E-Tech cujas vendas cresceram quase 60 por cento. O coupé A110, que se está a despedir da sua geração atual, também teve um aumento de vendas (22,4 por cento).

Modelos eletrificados em destaque

Nos primeiros seis meses do ano, 52 por cento das vendas europeias do Grupo Renault foram automóveis eletrificados (uma subida de 8,2 por cento), enquanto os modelos totalmente elétricos representaram 18,8 por cento das vendas.

Na Europa, dois em cada três Renault eram eletrificados, mas a marca também se destaca no mercado dos híbridos elétricos - onde ocupa a segunda posição. A Dacia tem apresentado um forte crescimento no segmento híbrido, com os modelos eletrificados a constituírem 30,8 por cento das suas vendas. Mais avançada está a Alpine, onde mais de 80 por cento das vendas são compostas por carros totalmente elétricos.

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Notícias ao Minuto | 12:12 - 19/07/2026