Vendedor de carros suspeito de aplicar golpes em clientes em Roraima: veja o que se sabe | G1

Victor foi alvo da Operação Rede Carga, deflagrada pela Polícia Civil para cumprir dois mandados de busca e apreensão nos bairros Asa Branca e Caranã, em Boa Vista. Ele responde à investigação em liberdade.

Em nota, a defesa de Victor disse que ele "sempre colaborou com as autoridades, comparecendo espontaneamente quando intimado, prestando esclarecimentos, apresentando documentos e, inclusive, disponibilizando voluntariamente seu aparelho celular para extração dos dados (leia a nota na íntegra abaixo)."

Confira abaixo o que se sabe até agora sobre a investigação:

Quem é o suspeito?

Victor Gabriel Alves Amaral, de 25 anos, foi alvo de operação da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores — Foto: Arquivo pessoal

O investigado é Victor Gabriel Alves Amaral, de 25 anos. Segundo a Polícia Civil, ele trabalhava como vendedor em uma loja de carros e é suspeito de usar a relação de confiança com clientes para obter documentos pessoais e procurações para fazer financiamentos de veículos, abrir contas bancárias e solicitar cartões de crédito em nome das vítimas.

A defesa informou ao g1 que ele colabora com as investigações e que "confia que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso da investigação, sempre com observância do devido processo legal e das garantias constitucionais."

Como o suspeito aplicava os golpes?

Com os documentos obtidos, segundo a polícia, ele financiava veículos, abria contas bancárias e solicitava cartões de crédito em nome das vítimas sem autorização.

"Se valendo da condição de vendedor de uma loja de veículo sem Boa Vista, ele ganhava confiança dessas vítimas na compra e na venda de veículos. Vendia veículos de pessoas como se fosse dele, não repassava os valores, e além disso conseguia essas procurações em nome dessas pessoas", disse o delegado Leonardo Michell, responsável pela investigação.

Quantas pessoas denunciaram?

Até agora, a Polícia Civil informou que foram registrados 34 boletins de ocorrência (BO) contra o o suspeito em um mês e meio, entre 15 de junho e 4 de agosto. Ele é investigado pelo crime de estelionato (golpe).

O que foi apreendido durante a operação?

Na operação contra o suspeito, os policiais apreenderam documentos, contratos, procurações e equipamentos eletrônicos.

O material será analisado pela polícia. A Justiça também autorizou a extração de dados dos aparelhos apreendidos para auxiliar na coleta de provas.

Policiais cumpriram dois mandados de buscas em endereços ligados ao investigado nos bairros Asa Branca e Caranã, zona Oeste de Boa Vista. As ordens judiciais foram autorizadas pela 1ª Vara Criminal da Comarca. A ideia era reunir provas para esclarecer todos os casos denunciados.

O que é a Operação Rede Carga?

Qual a orientação da polícia sobre o assunto?

A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham passado por situações semelhantes procurem a DRRFVAT para registrar um boletim de ocorrência. A delegacia fica na rua Ajuricaba, nº 426, no Centro de Boa Vista. O registro ajuda a polícia a identificar novas vítimas e ampliar a investigação.

Nota na íntegra da defesa do investigado

"A defesa de Victor Gabriel Alves Amaral reafirma seu respeito à atuação da Polícia Civil, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Desde o início da investigação, Victor sempre colaborou com as autoridades, comparecendo espontaneamente quando intimado, prestando esclarecimentos, apresentando documentos e, inclusive, disponibilizando voluntariamente seu aparelho celular para extração dos dados.

Embora tenha sido representada sua prisão preventiva, o Poder Judiciário não acolheu esse pedido, por não verificar a necessidade da medida, autorizando apenas a busca e apreensão. Durante a diligência e a mobilização de uma mega operação da força especial da Polícia Covil, foi apreendido apenas o celular que o próprio investigado já havia apresentado espontaneamente.

A defesa repudia veementemente a divulgação de informações inverídicas, especialmente a afirmação de que Victor abria contas bancárias ou solicitava cartões de crédito em nome de terceiros. Essas alegações não integram o objeto da investigação e apenas contribuem para a indevida exposição do investigado.

A defesa confia que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso da investigação, sempre com observância do devido processo legal e das garantias constitucionais.

Igor Lyniker Meneses Cavalcante Gomes
Advogado – OAB/RR 1.480"