A Volkswagen está intensificando os trabalhos em torno do Projeto Saga — versão brasileira do T-Roc europeu — e acaba de alcançar uma nova fase no processo de desenvolvimento do modelo. Autoesporte vem revelando detalhes sobre o novo SUV desde 2025 e apurou agora que a montagem dos primeiros protótipos com carroceria definitiva já foi iniciada na fábrica de São Bernardo do Campo (SP).
Nesta fase, a marca usa a fabricação experimental do veículo para validar os principais processos da produção, incluindo posição da carroceria na linha de montagem e pontos de fixação das soldas. Na prática, é uma das etapas mais avançadas do projeto e um indicativo claro de que os trabalhos estão migrando da fase conceitual para a fase de validação física das principais estruturas do carro.
Nossa reportagem apurou ainda que, na parte interna, a Volkswagen está usando componentes confeccionados em impressoras 3D, simulando as peças reais que posteriormente serão fornecidas em grande escala pela rede de fornecedores. O processo faz parte dos testes de encaixe, montagem e ergonomia da cabine.
Projeto Saga: porte e design exclusivos
Enquanto o T-Roc original mede 4,37 metros de comprimento e 2,63 metros de entre-eixos, a versão nacional contará com algo entre 4,40 m e 4,50 m no comprimento, e 2,65 m e 2,70 m na entre-eixos. Na prática, será a mesma estratégia adotada anos atrás com o T-Cross. O SUV compacto chegou por aqui em 2019 com 4,20 m de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, enquanto na Europa tem 4,12 m e 2,56 m, respectivamente.
No visual, o Saga terá identidade local e linhas assinadas pela equipe do brasileiro JC Pavone, "pai" de modelos como Nivus e Tera. A projeção acima, de João Kleber Amaral, mostra elementos como a caixa de roda traseira alargada, lanternas mais estreitas com filete ligando as peças e coluna C com detalhe na mesma cor da carroceria.
Projeto Saga terá versões híbridas flex
Além disso, as versões mais caras serão equipadas com teto solar — recurso que pela primeira vez será oferecido nos carros produzidos em São Bernardo do Campo. Atualmente, só o complexo de São José dos Pinhais (PR) fabrica veículos com o equipamento, como o T-Cross.
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