Seis dos 10 ministros em atividade hoje no Supremo Tribunal Federal tiveram, direta ou indiretamente, por meio de familiares, algum tipo de relação com Daniel Vorcaro.
Mesmo que em graus e níveis diferentes de gravidade, estão nessa lista tóxica: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Fora dela ficaram Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Cristiano Zanin. Por enquanto.
Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro indicam uma possível relação próxima também com Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça.
No caso mais recente, o do ministro Gilmar Mendes, por exemplo, diálogos indicam que o empresário Francisco Feitosa, seu ex-cunhado, foi contratado em 2024 pelo ex-banqueiro e tratou de interesses do dono do Master relacionados a universidades privadas.
Gilmar diz que nunca tratou da pauta com Vorcaro ou Chiquinho e que votou a favor do governo, e não das universidades.
A lista é um retrato, ainda que reduzido, do aparato que Vorcaro tentou montar para fazer valer as chamadas teses jurídicas que favoreciam seus negócios, sobretudo os pré-precatórios (títulos de dívidas judiciais).
Se houve crimes praticados nas relações dos ministros com Vorcaro, só a continuidade de uma investigação profunda do escândalo, sem lados políticos e interesses eleitorais, poderá mostrar. E caberá ao sistema judiciário julgar e punir, mesmo que entre eles estejam ministros da mais alta corte do país.
A briga no STF está atrapalhando as investigações. E esse ponto da crise precisa ser lembrado incansavelmente. As apurações precisam ser preservadas.
Além de favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, como mostram as pesquisas, o agravamento da crise no Judiciário só teve um ganhador até agora. É Daniel Vorcaro.
Ele já deu o primeiro passo para sair da cadeia. Seus advogados pediram a revogação da prisão preventiva e citaram como justificativa a crise instaurada na corte.
A crise colocou o Supremo de joelhos diante de um fraudador
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