Quem são e quanto ganham aliados de Paes na prefeitura do Rio

View of the building in Rio de Janeiro, Brazil on 2 January 2016 where the City Hall of Rio de Janeiro works. As of January 1, 2017, the new mayor of Rio is Marcelo Crivela. (Photo by Luiz Souza/NurPhoto via Getty Images)
Prédio da Prefeitura do Rio. (Luiz Souza/NurPhoto/Getty Images)

Continua após publicidade

Na passagem mais recente de Eduardo Paes (PSD) pela prefeitura do Rio, entre janeiro de 2021 e março de 2026, pelo menos 8 903 nomeados passaram por cargos comissionados, que dispensam concurso público porque são reservados a funções de direção, chefia e assessoramento. Parte dos cargos de confiança foi direcionada a apadrinhados políticos: 1 763 comissionados têm filiação partidária e 543 já disputaram eleições. Os contracheques dos servidores com vínculos políticos custaram R$ 404 milhões aos cofres cariocas nos cinco anos da gestão.

Comissionados do partido do ex-prefeito são maioria entre as indicações do período, mas há também nomeados do Centrão e da esquerda, siglas que hoje compõem a ampla coligação de Paes na disputa pelo governo do Rio. Em alguns casos, a remuneração bruta desses servidores chega a ultrapassar o salário do próprio prefeito, de 35 000 (ou cerca de 26 000 após os descontos). Os excedentes acima do teto constitucional do funcionalismo público, no entanto, são retidos pela prefeitura.

A dona dos maiores salários brutos, em média, foi Dalila de Brito Ferreira, na Secretaria de Fazenda e Planejamento. Filiada ao União Brasil, ela já foi suplente na Assembleia Legislativa do Rio. A média dos contracheques brutos bateu 52 000. Com descontos e retenções, a remuneração reduz sensivelmente. Em março de 2026, último mês da gestão de Eduardo Paes, ela recebeu 26 000 líquidos.

Candidato a deputado federal pelo PCdoB, Elias Jabbour, geógrafo e professor universitário, também aparece no topo da lista. Ele foi presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, que cuida do planejamento urbano e da produção cartográfica e de estatísticas do Rio de Janeiro. O salário bruto foi em média 51 000. No caso dele, os salários líquidos caíram para cerca de 39 000, inflados por jetons, que são contados fora do teto remuneratório.

Continua após a publicidade

Filiado ao Podemos, o ex-vereador Carlos Eduardo Petra Lopes, conhecido como Duda Petra, teve um contracheque bruto médio de 50 8000 como subsecretário de Legado. Com as retenções e descontos, o valor líquido no contracheque de março foi de 32 000.

Na qualidade de subsecretário Executivo de Fazenda, o ex-deputado Rodrigo Carvalho Ribeiro Dantas (União) tinha remuneração bruta média de 35 000. O valor cai para cerca de 26 000 após os abatimentos.

Continua após a publicidade

Completa o top 5 o ex-deputado Eduardo Corrêa Lima Furtado (PSB), que foi subsecretário de Operações da Secretaria Municipal de Transportes e, posteriormente, coordenador-geral na Comlurb. O contracheque bruto médio no período foi de 35 000. Em março, no ocaso da administração Paes, ele tirou 24 000 líquidos.

Publicidade