Will Ferrell volta às comédias desportivas na Netflix. A crítica diz que é divertida mas “vazia”

Se há uma coisa que Will Ferrell sabe fazer é interpretar personagens caóticas. Depois de filmes como “Talladega Nights”, “Blades of Glory” ou “Semi-Pro”, o ator norte-americano regressa ao universo do desporto com “The Hawk”, a nova comédia da Netflix que estreou esta quinta-feira, 16 de julho.

A produção acompanha Lonnie “The Hawk” Hawkins, um antigo fenómeno do golfe que já foi considerado o melhor jogador do mundo. Três vezes vencedor de torneios major, esteve a uma jogada de conquistar o Grand Slam da modalidade, mas a carreira acabou por entrar em queda livre depois de um colapso que nunca conseguiu ultrapassar.

Agora, anos depois, insiste que ainda tem uma última oportunidade para recuperar o estatuto perdido. O problema é que ninguém parece acreditar nisso, nem a ex-mulher, nem o filho, nem o circuito profissional.

Ao longo dos 10 episódios, o protagonista tenta regressar às grandes competições enquanto lida com um casamento destruído, uma relação complicada com o filho Lance, um rival de longa data, Golden Fisk, e Sam, que acaba por ser uma das poucas pessoas capazes de o suportar.

Além de Will Ferrell, o elenco junta Molly Shannon, Jimmy Tatro, Fortune Feimster, Luke Wilson, Chris Parnell, David Hornsby, Katelyn Tarver, Keith David, Mae Martin e Patty Guggenheim. A série foi criada por Harper Steele, Chris Henchy e o próprio Will Ferrell.

Embora decorra no universo do golfe profissional, “The Hawk” não tenta ser um retrato sério da modalidade. Pelo contrário, usa-a como cenário para mostrar um protagonista teimoso e completamente incapaz de aceitar que os seus melhores dias podem já ter passado.

No “Collider“, Jessica Toomer atribuiu uma nota de 7 em 10 e considera que a série não atinge o nível das melhores comédias desportivas de Ferrell, mas continua a ser uma aposta divertida. A jornalista elogia sobretudo a interpretação do ator e o elenco secundário, destacando Fortune Feimster e Molly Shannon. “Quando é divertida, é mesmo divertida”, escreve, acrescentando que “o compromisso de Ferrell com a personagem continua a ser uma razão suficiente para ver a série”.

Já o “The Hollywood Reporter” foi bastante menos simpático. Daniel Fienberg considera que a produção desperdiça um elenco cheio de nomes fortes e descreve-a como “vazia e esquecível”. Na crítica, refere que “haverá certamente séries piores este ano, mas dificilmente haverá outra tão descartável como ’The Hawk’”.

Apesar das opiniões divididas, a produção já está entre as novidades mais comentadas da plataforma, muito graças ao regresso de Will Ferrell às comédias desportivas que ajudaram a definir a sua carreira.

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