A infância de Detlef Jablonski podia ser um romance de Charles Dickens.
Nasceu em 1955 na prisão de Jerichow, na República Democrática Alemã (RDA), onde a sua mãe estava a cumprir pena. Aos dois meses, foi entregue aos cuidados da família da tia, onde os maus-tratos eram diários. “Eu era tratado como um criado. Fazia as compras, ia buscar carvão, cortava madeira, polia sapatos, fazia as limpezas”, conta ao Observador o alemão, agora com 71 anos. “Se não fizesse o que ela dizia, era açoitado.”
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