TRE-BA revoga liminar de José Estêvão e devolve comando do DC a Ariel | G1

Ao encerrar o processo sem julgamento do mérito, a magistrada entendeu que a discussão sobre quem tem legitimidade para dirigir o partido e praticar atos eleitorais deve ser resolvida nos processos específicos de registro de candidatura e de regularidade partidária, e não por meio da ação apresentada por José Estêvão.

Caiado diz que Brasil não pode ser a “República dos filhos complicados”

Eleições 2026Brasil

Publicação ocorre em meio à repercussão de investigações envolvendo Lulinha e de questionamentos sobre a relação de Flávio com Vorcaro

21/08/2026 20:32

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Imagem colorida de Ronaldo Caiado - Metrópoles

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) publicou uma indireta, nesta sexta-feira (21/8), em referência aos dois principais adversários na disputa pelo Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Não podemos aceitar

Opinião Nota Editorial

Vigora entre nós uma espécie de anestesia coletiva face à guerra civil da estrada. A brutal violência quotidiana a que assistimos escapa a qualquer escrutínio moral e político. Demasiados condutores transformam a estrada num espaço de afirmação pessoal: velocidade excessiva, ultrapassagens impossíveis, telemóveis na mão, álcool, drogas, desrespeito pelas distâncias de segurança, agressividade perante quem cumpre as regras. Na esfera mediática e na própria sociedade, porém, normalizámos tudo. Um condutor que circula a 180 km é, muitas vezes, descrito como alguém que “gosta de andar depressa”. Há um léxico de complacência que mascara comportamentos potencialmente homicidas. A morte de dois jovens militares na A1, seja qual for a sua causa, ganha, por isso, um significado que ultrapassa a tragédia individual. Eles não morreram apenas porque decidiram ajudar alguém. Morreram porque, nas nossas estradas, até um gesto solidário pode ser mortal. Isso diz muito sobre o ambiente rodoviário que construímos. E isso é qualquer coisa de muito doentio num País que aceita a estrada como uma lotaria diária. Chamamos ‘acidentes’ ao que é o resultado previsível de comportamentos irresponsáveis. Aplicamos a palavra fatalidade para aliviar consciências. Como se a velocidade fosse uma força da natureza. Como se a condução agressiva fosse um fenómeno meteorológico. Como se a imprudência fosse destino. Não é aceitável. 

A extinção dos dinossauros

Opinião Colunistas A Partir das Imagens

As notícias em ciência parecem muitas vezes misturar cálculos rigorosos, muita análise meticulosa e algum sentido de humor.

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A força interior

Opinião Colunistas Antena Paranoica

Revi agora a entrevista de Daniel Oliveira a Carlos Lopes, primeiro campeão olímpico português e rival do saudoso Fernando Mamede, a ‘melhor máquina humana’ que conheceu Moniz Pereira, treinador de ambos. Mamede foi recordista europeu dos 10 mil metros, numa corrida em que bateu o próprio Lopes, mas nunca logrou êxitos idênticos porque, com adversários ao lado, a ‘máquina’ colapsava e ficava para trás.

À procura de astros

Opinião Colunistas Segunda opinião

Rui Pereira

Rui Pereira

Professor universitário

22 de agosto de 2026 às 00:30

O eclipse suscitou um fenómeno de partilha, euforia coletiva e astrofilia, refletindo a longa caminhada humana. A palavra tem um étimo grego (“ekleipsis”) que significa abandono, e exprime a ideia de os deuses nos deixarem à mercê de guerras e calamidades ao dissimularem o sol. As civilizações antigas interpretavam o eclipse como prenúncio de castigo divino. Freud serviu-se dele para explicar a angústia neurótica através de uma metáfora antropológica, distinguindo o temeroso homem primitivo do sucessor moderno, cujo conhecimento permite antecipar e reagir sem ansiedade ao fenómeno. Porém, mais do que a ausência de angústia, o eclipse originou uma efervescência coletiva (no sentido de Durkheim) que pôs a comunidade a olhar para o céu, comungando uma emoção sem barreiras sociais, políticas ou culturais. O eclipse real gerou o efeito oposto ao eclipse humano da sociedade descarnada e despida de afetos, antecipada por Antonioni há mais de sessenta anos. Para além de objeto científico e artístico, é um bom tema de reflexão para os nossos políticos. Conseguirão despir a pele de símbolos astrológicos para se converterem em astros genuínos?

Ansiando por Jesus

Opinião Colunistas Spray Milagroso

Um mês e meio depois da eliminação da equipa portuguesa no campeonato do mundo de futebol já se pode dar por terminado o período de luto que decorreu dessa última participação desportiva e perorar livremente sobre a aventura americana sem ofender ninguém até porque o sujeito que mereceria mais ofensas já não mora cá. Deixemos o espanhol em paz e vamos à História. Desde 2004 não houve grande torneio europeu ou mundial em que, sabe-se lá porque instintos patrióticos ou desvairado otimismo, a seleção nacional não fosse considerada, pelos especialistas do burgo, como candidata ao triunfo final. Entenda-se por especialistas do burgo a soma de todos os nossos compatriotas que se interessam por estes assuntos. Formam uma multidão. Feitas as contas todos estes entusiasmos deram-nos um título de campeões da Europa, em 2016, duas Ligas das Nações e uma final pateticamente perdida em casa em 2004.