Nota prévia: o mapa “Da fragmentação à federação” não visa antecipar o futuro do continente ou propor qualquer agenda política.
No artigo anterior, abordei a hipótese da fragmentação da Europa devido aos nacionalismos e às identidades etnolinguísticas. Nesta segunda reflexão, equaciono o caminho oposto, pois, paradoxalmente, os nacionalismos também podem conduzir à integração europeia. Embora tendam a fragmentar o espaço político em unidades cada vez menores, o projeto europeu procura, desde a segunda metade do século XX, construir um quadro institucional comum capaz de ultrapassar rivalidades históricas, sem eliminar as identidades nacionais e regionais. A questão que se coloca é: alguma vez teremos uma federação?
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