Ao proibir as devoluções imediatas para quem entra a nado por falta de "barreiras físicas", o Tribunal Supremo espanhol criou uma brecha jurídica que as redes de tráfico transformaram numa vaga sem precedentes
Ceuta acordou em choque. O pequeno exclave espanhol no norte de África, com pouco mais de 83 mil habitantes, foi alvo de uma autêntica avalanche migratória, com mais de 60 mil pessoas a entrarem no território desde quinta-feira, de acordo com o presidente da cidade autónoma de Ceuta. As imagens nas ruas descrevem um cenário de colapso. Centenas de jovens a dormir no chão de parques e passeios, confrontos violentos com pedras na fronteira e pelo menos 57 corpos retirados do mar. Mas para os especialistas, esta, que é a maior crise migratória da história daquele território, pode ter tido origem numa sala de um tribunal, a centenas de quilómetros de distância.
…