Ao g1, Valéria Brilhador, filha de Isabel, contou que a mãe era apaixonada por viagens e que compartilhava com a família os locais que iria ou que gostaria de viajar.
Nas redes sociais, há registros da idosa em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, entre outras.
"Ela é uma senhora aposentada. Ela mora sozinha, vive sozinha, então ela gosta de passear [...] Ela sempre postava todo dia alguma coisa no WhatsApp e no Instagram. Gostava de se arrumar, gostava de ir ao salão e cuidar da saúde, cuidava da alimentação, disse Valéria.
Conforme a filha, Isabel mantinha uma vida ativa. Ela participava de circuitos de ciclismo, com distâncias de até 47 quilômetros, ia à academia com frequência e participava de projetos de cantos pela cidade.
Família estranhou mensagens de idosa

Idosa desaparecida em Campo Mourão estava enterrada em casa
A família notou o desaparecimento de Isabel após estranhar o perfil das mensagens enviadas pelo celular da idosa.
"Ela tinha as amigas dela do círculo de amizade dela que falavam com ela todo dia. Então, várias pessoas perceberam o sumiço dela e começaram a se comunicar umas com as outras antes de entrar em contato comigo [...] Ela sempre mandava áudio e, nesta semana [do desaparecimento], desapareceram os áudios das conversas. Era só mensagem escrita", diz Valéria.
Segundo a filha dela, em algumas mensagens, a idosa relatou que ela estaria doente e que ia viajar pelo estado. Valéria tentou ligar para ela, mas não teve retorno.
Familiares foram até o imóvel de Isabel e entraram com a ajuda de um chaveiro. No local, em cima da cama, estavam roupas de uma viagem que a aposentada iria fazer para Curitiba nos próximos dias.
Segundo Luã Mota, delegado do caso, a polícia acredita que a idosa pode ter sido assassinada no final de agosto e que o assassino pode ter enrolado a família por algum tempo pelas mensagens.
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Nota do suspeito
"A defesa de Anderson do Nascimento Silva, diante das notícias veiculadas a respeito do desaparecimento de Isabel Brilhador, informa que seu constituinte nega, de forma firme e categórica, qualquer participação nos fatos investigados.
Esclarece-se que o caso ainda se encontra em fase de investigação, sem conclusão definitiva acerca das circunstâncias do desaparecimento de Isabel.
Anderson permanece à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários para a elucidação dos fatos.
É importante destacar que a prisão decretada possui natureza temporária, medida cautelar própria da fase investigativa, e não se confunde com prisão preventiva, tampouco representa reconhecimento de culpa ou antecipação de condenação.
A defesa já está adotando as medidas judiciais cabíveis e impugnando a decisão por meio do recurso adequado, por entender que não estão presentes fundamentos concretos suficientes para a manutenção da privação de liberdade.
A defesa de Anderson confia no trabalho das autoridades e acredita que o avanço das investigações demonstrará a ausência de seu envolvimento no desaparecimento."