"A hedionda agressão iraniana teve como alvo um edifício pertencente a uma empresa chinesa no norte do país, provocando a morte de um trabalhador e avultados danos materiais no imóvel", afirmou o porta-voz do ministério da Defesa, Saud al Atwan, em comunicado.
O responsável acrescentou que "as autoridades competentes iniciaram de imediato as medidas necessárias e estão a lidar com a situação em coordenação com as partes envolvidas".
Al Atwan reiterou ainda que as Forças Armadas do Kuwait "reafirmam o compromisso de cumprir as suas responsabilidades com a máxima eficiência e de adotar todas as medidas necessárias para proteger a soberania nacional e salvaguardar a segurança e a estabilidade do país, de forma a garantir a segurança dos cidadãos e residentes".
O porta-voz militar não especificou se o ataque foi realizado com drones ou mísseis, nem identificou a empresa chinesa visada.
As declarações surgem poucas horas depois de o Exército da Jordânia ter anunciado a interceção e destruição de cinco mísseis lançados contra o seu território, um ataque igualmente atribuído ao Irão.
A Guarda Revolucionária iraniana ainda não reivindicou estes novos ataques, mas nas últimas semanas tem sido acusada de lançar dezenas de ataques com mísseis e drones contra aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente, incluindo o Bahrein, a Jordânia e o Kuwait.
Os ataques de hoje ocorreram também depois de o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciar a conclusão de uma nova vaga de bombardeamentos contra o Irão, atingindo dezenas de alvos militares, em resposta a uma tentativa de lançamento de mísseis contra tropas norte-americanas destacadas no Médio Oriente.
A nova ofensiva norte-americana aconteceu um dia depois de a Guarda Revolucionária ter lançado vários mísseis balísticos contra posições dos Estados Unidos na região, embora todos tenham sido intercetados, segundo o comando militar norte-americano.
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