De acordo com informação disponível no 'site' e nas contas das redes sociais oficiais do artista, em Espanha a digressão vai passar também, além de Bilbau, por Palma de Maiorca (26 de novembro), Girona (27 de novembro), Barcelona (18 de janeiro) e Sevilha (23 de janeiro).
Entre as "primeiras datas confirmadas" da digressão "A flor do recomeço", nome do álbum de Salvador Sobral com edição prevista para 16 de outubro, estão concertos em Lisboa e no Porto.
O cantor atua em 02 de março no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, e em 06 de março na Sala Suggia da Casa da Música, no Porto. Os bilhetes já estão à venda e os preços variam entre os 15 e os 40 euros, no CCB, e os 27 e os 35 euros, na Casa da Música.
Este ano, a digressão europeia inclui também concertos na Noruega, em Oslo, no dia 28 de outubro; nos Países Baixos, em Tilburg, em 03 de dezembro, Roterdão, em 04 de dezembro, Leeuwarden, em 05 de dezembro, e Amsterdão, em 06 de dezembro; e na Lituânia, Kaunas, em 11 de dezembro, e Vilnius, em 12 de dezembro.
Já em 2027 e depois de concertos em Espanha e Portugal, Salvador Sobral atua no Reino Unido, no dia 21 de abril, em Bristol, 22 de abril, em Manchester, 24 de abril, em Londres, e 25 de abril, em Brighton.
Na digressão, o cantor será acompanhado por uma banda composta por Katerina L'Dokova (piano), André Rosinha (contrabaixo), Eva Fernández (saxofone), Joel Silva (bateria e percussão) e Sebastiá Gris (guitarras).
"A flor do recomeço" é um álbum feito de temas inéditos da autoria de músicos brasileiros como Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Chico César, Céu, Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Marcos Valle e Tim Bernardes
Aquele que é o primeiro álbum de Salvador Sobral com "composições exclusivamente brasileiras foi gravado em São Paulo e produzido pelos brasileiros Marcus Preto e Tó Brandileone, de acordo com a editora Warner Music Portugal, num comunicado divulgado em junho.
Além disso, o novo trabalho foi gravado com uma banda de músicos brasileiros: Tiago Costa (piano), Fábio Sá (contrabaixo), Conrado Goys (guitarra), Sergio Machado (bateria) e Felipe Roseno (percussão).
"A ideia não era fazer um 'disco brasileiro', mas um disco de compositores brasileiros interpretados por músicos brasileiros e cantados por um artista português. Caso contrário, poderíamos cair na armadilha de soar como uma caricatura da música brasileira com um sotaque estranho", referiu Salvador Sobral, citado no comunicado.
O músico, que está "absolutamente convencido de que a música nasceu no Brasil", partilhou que cresceu a ouvir Maria Bethânia no carro da mãe e Chico César no carro do pai.
Salvador Sobral contou ainda que o novo álbum "surge da necessidade de ir à origem suprema para aprofundar e descobrir os sons intemporais deste outro lado do Atlântico".
Nascido em Lisboa, em 1989, Salvador Sobral editou o álbum de estreia, "Excuse me", em 2016. Em nome próprio, editou também os álbuns "Paris, Lisboa" (2019), "BPM" (2021) e Timbre (2023), e o EP "Sal" (2022), aos quais junta projetos em que participou com outros músicos, nomeadamente Alexander Search, com Júlio Resende, em que canta poemas do semi-heterónimo de Fernando Pessoa, Alma Nuestra, Noko Woi, que divide com Leonardo Aldrey, Sílvia Pérez Cruz e First Breath After Coma.
Em fevereiro deste ano, Salvador Sobral retirou todos os álbuns da plataforma de 'streaming' Spotify - "a que paga pior aos autores" e promove música criada por IA - consciente de que a decisão pode ser prejudicial para a sua carreira.
Pedir à plataforma que retirasse os álbuns que gravou em nome próprio "foi fácil" no caso de "Excuse Me", o primeiro que editou, por ser o dono do 'master', contou à Lusa em fevereiro.
Já retirar os outros, editados no âmbito de um contrato de licenciamento com uma editora discográfica, acabou por dar mais trabalho, mas quem quiser ouvir álbuns do músico português já terá de recorrer a outras plataformas.
Além dos álbuns que editou a solo, Salvador Sobral tem também colaborações com outros artistas, que continuam disponíveis no Spotify, mas conseguiu que a irmã, Luísa Sobral, retirasse "Amar pelos dois", tema com o qual Portugal venceu o Festival Eurovisão da Canção em 2017.
"Ainda há várias versões disponíveis, mas não a versão 'single'. Gostava que não houvesse nenhuma, mas não posso controlar os outros contratos e as colaborações que fiz. Não posso obrigar as pessoas a tirar a música", contou.
Quem quiser ouvir 'online' as criações de Salvador Sobral a solo pode recorrer a outros serviços de 'streaming', nomeadamente a Qobuz, "a única plataforma ética e justa" que o músico encontrou.
"É aí que está a minha música. Também está na Apple Music, no Youtube, plataformas que não são isentas de culpabilidade, mas tantas coisas ao mesmo tempo, todos estes fatores, não há outra que os reúna todos. E o Spotify é o que pior paga", afirmou.
Para Salvador Sobral aquela plataforma é "o primeiro inimigo a abater" e, para isso, "gostava que mais gente se juntasse ao boicote".
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