A ratificação foi anunciada na sexta-feira, dois dias depois de a Câmara dos Representantes norte-americana aprovar o amplo pacote de sanções contra as autoridades e a economia russas, visando privar o Presidente Vladimir Putin dos recursos financeiros necessários para travar a guerra contra a Ucrânia.
O projeto de lei tem o nome do falecido senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, que passou mais de um ano a negociar a medida, e foi aprovado por 262 votos (159 contra).
A legislação representa o esforço mais ambicioso de apoio à Ucrânia desde o regresso de Trump à Casa Branca em 2025 e quebraria um impasse relativo de quase dois anos sobre a questão, após um pacote de ajuda de emergência em 2024.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem pressionado pela aprovação do projeto e fez um apelo direto aos senadores pouco antes de o aprovarem no mês passado.
A medida impõe sanções às autoridades russas, aos bancos e a uma frota clandestina de navios-tanque que mantém as exportações de petróleo russo. Autoriza ainda que Trump imponha tarifas até 100% aos cinco maiores importadores de petróleo ou gás natural russo, com exceção dos países que importam menos de 15% das exportações de gás natural da Rússia e que tomaram medidas significativas para reduzir esse fluxo.
Os defensores afirmaram que a medida visa dissuadir a China e a Índia de comprar energia russa, mas os críticos do projeto disseram temer que Trump o utilize para atingir aliados na União Europeia e noutras regiões.
Os democratas estavam divididos quanto ao projeto, apesar do apoio esmagador da bancada à ajuda à Ucrânia.
O Congresso tem enfrentado dificuldades para garantir o fluxo de apoio militar à Ucrânia, à medida que aumentam resistências republicanas a gastar mais. Trump criticou frequentemente a ajuda à Ucrânia durante a sua campanha presidencial e insistiu que, se fosse eleito, terminaria rapidamente a guerra iniciada pela invasão de Moscovo em fevereiro de 2022.
Graham demorou praticamente um ano inteiro a convencer Trump a apoiar o pacote de sanções contra a Rússia. Por fim, Trump sinalizou apoio ao projeto após este ter incluído a sua proposta de prorrogação por cinco anos das sanções existentes contra o Irão.
O Senado aprovou o projeto com uma larga maioria (86 votos contra 11) no mês passado, mas o ritmo abrandou na câmara baixa. A liderança republicana concentrou-se noutras prioridades, especificamente em projetos destinados a colocar os democratas na defensiva antes das eleições intercalares.
A aprovação do projeto na Câmara ocorreu no último dia previsto para as sessões de votação antes das eleições de 03 de novembro.
Leia Também: Trump afirma que filho reembolsará oligarca russo por gastos no casamento