Há uma palavra que praticamente desapareceu do vocabulário político português e que nos faz mais falta do que todas as outras: bom senso.
Convém começar por dizer o que ela não é, porque anda mal acompanhada. Bom senso não é centrismo, não é moderação de temperamento, não é aquela ideia preguiçosa de que todos têm um pouco de razão e de que a virtude mora sempre a meio caminho entre duas posições. Não é ser morno. Não é a ausência de convicções, nem sequer a sua suspensão educada.
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