O Estado da Nação visto por uma cidadã

A filosofia política nasceu, com Aristóteles, sob a premissa de que a política é a ciência do bem comum — a arte suprema de organizar a pólis para que os cidadãos atinjam a justiça. Avançando até Kant, o imperativo categórico ditou que a ação pública deve ser guiada por uma retidão tal que a conduta de um governante possa ser erguida a lei universal. Por outro lado, a tradição humanista e cristã deixou-nos a máxima de que somos todos irmãos, um princípio de igual dignidade. Olhando para o Portugal contemporâneo, percebe-se que trocámos os clássicos por um manual de sobrevivência tribal e a ética pelo Volume da Lei Sagrada. A res publica foi privatizada por uma rede de cumplicidades onde a pátria se dividiu, sem apelo, em dois grupos: os irmãos da engrenagem e os enteados que pagam a fatura.

A Suposta Nova Derrota de Trump: Parte II

Quando o SCOTUS decidiu que o IEEPA não autorizava tarifas, os títulos dos jornais falaram em derrota. Escrevi na altura que uma porta se fechara e três se abriram: as Secções 122, 301 e 232 da Lei de Comércio de 1974. A 20 de julho deste ano, a Administração provou que a contagem estava errada por defeito, e mais coelhos da cartola podem surgir a qualquer altura.

Os 900 anos de Portugal merecem esta ambição​​

Há datas que pertencem ao calendário. E há datas que pertencem à alma de um povo. Os 900 anos da fundação de Portugal inserem-se claramente na segunda categoria. Não estamos perante mais uma efeméride. Estamos perante um momento raro, daqueles que acontecem apenas uma vez em muitas gerações e que obrigam o país a olhar para a sua própria identidade.
É precisamente por isso que merece ser saudada a forma como a Câmara Municipal de Guimarães tem encarado esta celebração. Sendo o Berço da Nação, seria fácil limitar-se ao simbolismo do lugar. Em vez disso, optou por dar profundidade às comemorações, procurando transformá-las num espaço de reflexão sobre Portugal, a sua História e o seu futuro.
Enquanto historiador, não posso deixar de reconhecer esse mérito.
Durante demasiado tempo habituámo-nos a celebrar a História apenas através de cerimónias protocolares ou de recriações históricas, importantes sem dúvida, mas insuficientes quando estão em causa datas fundadoras. Os novecentos anos de Portugal exigem mais. Exigem pensamento, exigem debate, exigem conhecimento e exigem a participação de pessoas capazes de interpretar o percurso da nossa nação à luz dos desafios do presente.
É nesse contexto que se compreende a escolha de Paulo Portas para integrar este programa comemorativo. Mais do que olhar para o político, importa reconhecer o homem de Estado que acumulou décadas de experiência governativa, designadamente à frente do Ministério dos Negócios Estrangeiros, conhecendo profundamente a posição de Portugal no mundo, a sua história diplomática e a forma como o país se foi afirmando ao longo dos séculos. É uma escolha que privilegia a experiência, a cultura e a capacidade de comunicar uma visão de Portugal para além das fronteiras do debate partidário.
Mas o essencial nem sequer é esse. O essencial é perceber que Guimarães escolheu dar voz a pessoas capazes de acrescentar valor intelectual às comemorações. Essa talvez seja a melhor homenagem que se pode prestar aos homens e mulheres que, há nove séculos, iniciaram a construção deste país.
Portugal não nasceu por acaso. Foi o resultado de uma vontade política, militar e cultural que, ao longo dos séculos, soube resistir a invasões, crises dinásticas, guerras, terramotos e profundas transformações sociais. Poucas nações europeias podem orgulhar-se de uma continuidade histórica tão longa e tão rica.
Celebrar os 900 anos não deve servir apenas para recordar D. Afonso Henriques ou a Batalha de São Mamede. Deve servir para recordar que Portugal continua a ser uma das mais antigas nações da Europa com fronteiras praticamente inalteradas, uma realidade histórica que continua a despertar admiração muito para além das nossas fronteiras.
Guimarães parece ter compreendido isso. Percebeu que uma comemoração desta dimensão não pode ser pensada apenas para os vimaranenses, nem sequer apenas para os portugueses. Tem de ser uma afirmação da nossa História perante o mundo.
Espero sinceramente que o exemplo de Guimarães inspire outras instituições. Os 900 anos da fundação de Portugal não pertencem a um município, a um governo ou a uma geração. Pertencem a todos nós.
Como historiador, gostaria que, daqui a muitos anos, quando alguém estudar estas comemorações, possa concluir que Portugal esteve à altura da sua própria História. E, olhando para o caminho que Guimarães começou a trilhar, acredito que esse objetivo está hoje um pouco mais próximo.

Portugal precisa de pensar grande, para executar!

Portugal precisa de grandes obras que reforcem a economia, aproximem as regiões e melhorem a ligação aos mercados internacionais. Mas pensar grande não significa gastar sem critério. Significa definir prioridades, comparar alternativas e garantir que cada investimento serve verdadeiramente o interesse público.

Pan-Americano de Canoagem Slalom: Pepê é ouro e Ana Sátila é prata | Ge

O Brasil conquistou duas medalhas no Time Trial (contrarrelógio) do caiaque cross, neste domingo (2), no Campeonato Pan-Americano de Canoagem Slalom, Kananaskis, no Canadá. Pepê Gonçalves garantiu o ouro na disputa masculina ao registrar o melhor tempo da prova, com 38s70. Já Ana Sátila ficou com a medalha de prata no feminino, ao completar o percurso em 45s63.

Lucros da BMW caem 35% o que provoca o despedimento de 8000

A BMW não está sozinha, quando se trata de lidar com a crise e atravessar um período menos bom em matéria de lucros, pois os seus colegas alemães – Grupo VW e Mercedes – também não evitaram ser beliscados com a crise motivada pelo virar costas do mercado chinês aos veículos estrangeiros, mesmo se fabricados na China, e muito menos com as taxas adicionais criadas pelo Estado norte-americano aos veículos importados da Europa. A solução preconizada pela BMW passa pelos despedimentos, não pela redução de cerca de 100.000 trabalhadores do Grupo VW, mas ainda assim há cerca de 8000 funcionários da BMW que vão deixar de sê-lo. Mas aqui, é forçoso recordar que também o Grupo VW começou por anunciar um corte de 50.000 empregados, valor que depois subiu para 100.000, não sendo improvável que, também os 8000 funcionários em vias de sair da BMW, venham a ser revistos em alta.

Petróleo despenca e futuros dos EUA avançam com negociações entre EUA e Irã

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(Bloomberg) — O petróleo caiu, os futuros das bolsas dos Estados Unidos avançaram e o dólar perdeu força depois que o presidente Donald Trump afirmou que uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã começará na segunda-feira, aumentando o otimismo de que os dois países possam chegar a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.

'Tenho uma cicatriz': Xabi Alonso admite erro no Real Madrid e revela lições para iniciar era no Chelsea

‘Tenho uma cicatriz’: Xabi Alonso admite erro no Real Madrid e revela lições para iniciar era no Chelsea
Xabi Alonso, novo técnico do Chelsea (Foto: Mark Evans / AAP / IMAGO)

Aos 44 anos, Xabi Alonso atravessa um momento pouco comum em sua trajetória no futebol. Acostumado a acumular títulos como jogador e a receber elogios pelo trabalho que desenvolveu no Bayer Leverkusen, o espanhol chega ao Chelsea carregando uma experiência recente que foge ao roteiro de sucesso e que marcou sua carreira: a passagem curta e frustrante pelo Real Madrid.