Nos últimos anos, relatos de mulheres atravessaram a fronteira do privado e ocuparam o centro da conversa pública. Casos de violência doméstica, feminicídios, lutas por autonomia e histórias de sobrevivência deixaram de ser tratados como exceções para se impor como pauta recorrente. Não porque antes não existissem, mas porque permaneciam subnotificados, silenciados ou naturalizados. Agora, emergem com mais nitidez e mobilizam classes, territórios e gerações. Apesar de conquistas institucionais e de mudanças culturais, os dados seguem brutos e escancaram uma ferida coletiva. Resta, então, uma pergunta que não se cala: quantas vidas foram e são moldadas por estruturas que limitam escolhas, interrompem sonhos e definem destinos?
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