Impunidade

Opinião Colunistas Sérgio A. Vitorino

Daqui a umas semanas alguém se vai lembrar de que, pela impaciência de um condutor que não quis esperar 5 minutos, um rapaz galês de 19 anos morreu atropelado ao correr de bicicleta numa estrada portuguesa? Foi ‘apenas’ a 297.ª vítima mortal, desde 1 de janeiro, da Guerra Civil de Portugal. Finlay Tarling, ciclista profissional na Volta, estava a trabalhar - a justificação que os condutores mais utilizam para tentar passar antes de tempo pelos controlos da GNR (seguida por “eu vou já para ali, são só 100 metros”) - e pôs a sua vida nas mãos dos polícias e da organização, mas também confiando que nenhum condutor invadisse a estrada onde pedalava. Como, aliás, todos nós fazemos no dia a dia. Esta perceção de que “a estrada é minha, faço como quero” - próxima do Alfa da violência doméstica - é a causadora da tragédia nas estradas. O problema não é (só) andar a 180 km/h nas autoestradas; e afirmá-lo é ser cúmplice da impunidade de quem passa vermelhos, não pára em cruzamentos e passadeiras, faz zigzags e razias a pessoas, ciclistas e motos. Hoje, quem é parado pela GNR para deixar passar a Volta, não espera. Vai por caminhos e vielas até entrar mais à frente na Nacional. Esse ‘gato e o rato’ é comportamento criminoso.

Infâmia imprescritível

Opinião

Rui Pereira

Rui Pereira

Professor universitário

16 de agosto de 2026 às 00:30

Hugo Sánchez Marmonti, Raúl Jofré González, Edwin Dimter Bianchi, Ernesto Bethke Wulf e Juan Jara Quintana foram condenados a 25 anos de prisão pela Justiça chilena. Hernán Chacón Soto suicidou-se em 2023, antes de ser detido. No mesmo ano, Pedro Pablo Barrientos Núñez foi extraditado dos EUA para o Chile. Por fim, em julho de 2026, as autoridades detiveram Nelson Haase Mazzei. As proezas destes homens merecem um lugar na História, se bem que proporcional à sua condição de sicários, abaixo do pedestal de infâmia reservado a Augusto Pinochet. Antes do atentado terrorista de 2001, noutro 11 de setembro sangrento, em vésperas do nosso 25 de Abril, esse general traiu o seu juramento, violou a Constituição e derrubou o governo legítimo e democrático de Salvador Allende, com a ajuda da CIA. Sob a ditadura, que se estendeu até 1990, foram assassinadas ou desapareceram cerca de 3200 pessoas, torturadas mais de 38 000, encarceradas dezenas de milhares e forçadas ao exílio centenas de milhares.

Memória de Agostinho

Opinião Colunistas Victor Bandarra

A Volta a Portugal em bicicleta já foi a maior Festa Popular do país. De borla, milhares de pessoas viam passar os seus ídolos, a começar por Joaquim Agostinho, o maior ciclista português de sempre. Todos sabiam, sobretudo a GNR, que só quando o carro-vassoura passasse é que o alcatrão podia voltar a encher-se de carros e de gente. Nesses tempos, a rádio transmitia as etapas ao jeito de relato de futebol. Emoção a rodos. Agostinho tinha uma técnica rudimentar, compensada por uma força e capacidade de sofrimento únicas. Um dia, num contrarrelógio na Volta a França, Agostinho apanhou o campeão Raymond Poulidor. Em vez de o ultrapassar, colou-se ao seu ídolo. Explicou depois: "Então eu ia lá ultrapassar o Sr. Poulidor?!" Outros tempos. Esta semana, Finlay Tarling, 19 anos, morreu após choque com uma carrinha que já circulava. O carro-vassoura ainda não tinha passado. Falha grave de segurança. Há 42 anos, Agostinho deu uma queda na Volta ao Algarve. Sofreu traumatismo craniano mas insistiu em acabar a etapa. Morreu 10 dias depois. Mas descobriu-se logo o culpado: um cão que se havia atravessado à sua frente. Se fosse um carro, ainda hoje a culpa andava por aí solteira.

Opinião: Debate eleitoral perde força com cortes nas redes - 15/08/2026 - Painel do Leitor - Folha

Atualmente os debates têm servido para produzir cortes para as redes sociais e não para permitir que os cidadãos conheçam melhor o candidato e suas propostas. Os debates se tornaram um elemento a mais para a espetacularização dos políticos como influenciadores digitais. Perdemos todos nós que gostaríamos de maior seriedade dos candidatos com os destinos do Brasil.
Jhonatan Almada (São Luís, MA)

Programas de vindima: vindimador por um dia... ou noite dentro

Opinião Colunistas

Oferta não falta, nem de regiões, nem de horários. Ao longo das próximas semanas, com a vindima a avançar em grande parte do país, quem tem vontade de conhecer de perto o processo de produção de vinho pode arriscar nos diferentes programas que os produtores têm desenhados. É possível vindimar, fazer provas de mostos, pisar uvas e aproveitar para conhecer a gastronomia local e os vinhos dos produtores que lhes abrem portas dando a conhecer os seus projetos.

Todos somos culpados

Opinião Colunistas Mil Palavras

Há mais de um ano que a justiça tem um processo urgente para decidir o destino de uma mãe desequilibrada e dos seus dois filhos, ouve-se na CMTV. Mais de um ano para decidir questões urgentes de vida, que se tornaram de morte. Pobres crianças de 15 e 4 anos que agora serão separadas. Que tipo de miúdo passeia de mão dada com a irmã pequenina depois de ter aplicado um golpe de estrangulamento à mãe, que chegara a casa de madrugada disposta a mais um episódio de violência sobre os filhos?

Transparência precisa-se!

Opinião Colunistas Conta, peso e medida

O Primeiro-Ministro assinou a compra por quase 4 mil milhões de euros de três fragatas italianas, num contrato já envolto em dúvidas sobre as razões por que pagamos mais 25% do que os italianos por navios equivalentes.

Um bom português...

Opinião Colunistas Fernanda Cachão

Esta quarta-feira, quando aqui escrevo, a menos de uma hora do eclipse, até na Inglaterra já se tinham esgotado os óculos homologados. No último domingo, à terceira farmácia tinha desistido de perguntar por eles - dava por mim em voz baixa como o adolescente que pede, pela primeira vez, um preservativo. Tal como nesses casos, a soçobrar ante a arrogância do tom de voz, sem dúvida alto de quem atendia - “Não temos, nem voltamos a encomendar.” Tinha desistido portanto, também não seria caso para tanto, não estava de férias no Parque de Montesinho, bem antes pelo contrário, trabalhava. A bem da verdade, dentro da Redação, entre os prédios e com vista para o estádio do Sport Lisboa e Benfica, não sei sequer bem de que lado se põe o Sol.

Athletico-PR domina, mas fica no empate contra o Bragantino no Brasileirão | CNN Brasil

Athletico-PR e Bragantino ficaram no empate em 1 a 1 durante confronto realizado neste sábado (15), válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Furacão segue na terceira colocação do torneio e mantém sequência invicta que já dura quatro meses: a última derrota aconteceu em maio, contra o Vasco, em São Januário.

Rio Ave x Porto. "VAR anula bem o golo do Porto"

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Está dado o apito inicial de mais um Sem Falta, da Rádio Observador. Segunda jornada do campeonato, como sempre com o nosso audioárbitro Pedro Henriques. Acompanhamos aqui a arbitragem, hoje de Miguel Fonseca, no Rio Ave 0, Futebol Clube do Porto 2. À segunda jornada, o Porto volta a vencer e a não sofrer gols, mas aquilo que nos interessa neste jogo, sobretudo, é a ausência de amarelos, Pedro Henriques, não é muito normal no nosso campeonato.