Opinião
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Não é a primeira vez que Ceuta, território autónomo de Espanha encravado em Marrocos, é invadida por hordas de migrantes pobres a sonhar com o milagre europeu. Mas é raro ver, como agora, imagens de milhares de marroquinos a passar, pelo mar, uma frágil fronteira guardada por 15 polícias e 40 guardas civis que o Estado espanhol, negligentemente, não reforçou. O fluxo migratório excecional de Marrocos para aquele enclave não pode ser explicado só pela recente legislação do Supremo Tribunal, em Madrid, que não expulsa migrantes que cheguem por via marítima, como é o caso atual.
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